
Lisboa, 02 Jul (Inforpress) – O Presidente da República afirmou hoje, em Lisboa, sentir orgulho pelo percurso de Cabo Verde ao longo dos 51 anos da independência, destacando que o país superou adversidades e consolidou uma "Nação estável, democrática e respeitada".
José Maria Neves discursava no Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV), em Lisboa (Portugal), durante um encontro com a comunidade cabo-verdiana, integrado nas comemorações do 51.º aniversário da independência nacional, assinalado a 05 de Julho.
Na sua intervenção perante dezenas de cabo-verdianos residentes em Portugal, o chefe de Estado recordou que, em 1975, muitos colocavam em causa a viabilidade de Cabo Verde, devido às limitações económicas e à ausência de recursos naturais.
“No despenhadeiro da vida, a nossa esperança é do tamanho do mar. Felizmente, somos um Estado oceânico e 99 por cento (%) de Cabo Verde é mar. Apesar de todas tempestades, da dor e do sofrimento, construímos uma nação que hoje se apresenta vencedora”, afirmou.
O Presidente da República lembrou que o arquipélago nasceu sem ouro, diamantes ou petróleo e enfrentou, desde a independência, inúmeras incertezas.
“Houve muitas dúvidas e muitas angústias”, disse, sublinhando que o país conseguiu contrariar as previsões graças ao trabalho e à determinação do seu povo.
Segundo o Presidente da República, Cabo Verde, constituído por 10 ilhas e uma vasta diáspora, transformou as suas limitações em oportunidades, tornando-se uma referência pela paz, estabilidade democrática, boa governação e amizade entre os povos.
Ao prejectar os próximos 50 anos, defendeu que o país deve continuar a investir no desenvolvimento nacional e na melhoria das condições de vida da população.
“Vamos continuar a trabalhar para construir um Cabo Verde próspero, onde todos e todas vivam com dignidade. Queremos que os cabo-verdianos sejam felizes, que amem o seu país. Legitimar Cabo Verde passa pela criação de condições para que os cabo-verdianos vivam bem”, afirmou.
O chefe de Estado manifestou ainda a convicção de que Cabo Verde poderá posicionar-se, nos próximos 50 anos, entre os melhores do mundo em áreas como educação, a saúde, o saneamento, a qualidade de vida e a construção da dignidade da pessoa humana, comparando essa ambição à evolução que o país tem registado no futebol.
Anteviu, por isso, um país “próspero e feliz”, que continuará a ser motivo de orgulho para todos os que contribuíram para a construção da nação, homenageando os “construtores da independência”.
Apesar dos desafios e constrangimentos enfrentados ao longo da sua história, José Maria Neves considerou que os cabo-verdianos “fizeram o trabalho de casa”, consolidando um Estado reconhecido internacionalmente pela estabilidade, pelo desenvolvimento e pela credibilidade.
Na ocasião, o mais alto magistrado da Nação destacou o simbolismo de as comemorações dos 51 anos da independência terem arrancado na diáspora, junto da comunidade cabo-verdiana em Portugal, considerando que essa escolha mostra a grandeza da Nação global cabo-verdiana, formada por 10 ilhas e por toda a vasta diáspora espalhada pelo mundo.
José Maria Neves, que termina hoje uma visita institucional de três dias a Portugal, presidiu no mesmo espaço a inauguração da exposição “Orgulho nacional: As equipas que levam Cabo Verde ao mundo”, dedicada aos Tubarões Azuis, iniciativa que incluiu momentos culturais protagonizados pelo artista Princezito e uma mostra da gastronomia cabo-verdiana.
FM/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar