
Mindelo, 15 Set (Inforpress) – A ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas anunciou hoje, no Mindelo, que o Governo vai trabalhar na possibilidade de criar uma linha de financiamento para apoiar os operadores afectados pela tempestade Erin, ocorrido em Agosto de 2025.
Eveline Ramos falava à imprensa após uma visita à Fazenda de Camarão, no Calhau, cuja estrutura foi afectada pela pela passagem da tempestade.
“Hoje estivemos na Fazenda de Camarão, onde constatámos logo os desafios que se prendem com a questão do financiamento, porque também a estrutura toda foi afectada”, afirmou Eveline Ramos.
Segundo a ministra, a unidade já conseguiu recuperar 60 por cento (%) da estrutura utilizada, faltando ainda 40 % para a sua reactivação total, sendo o financiamento “um dos principais constrangimentos” para concluir os trabalhos de recuperação.
“O desafio maior prende-se com a questão do financiamento para poderem dar vazão a toda a reabilitação que tem que ser feita na estrutura, também criando condições para retomar os objectivos iniciais da Fazenda de Camarão, que é aumentar a sua produção para 150 toneladas por ano”, declarou.
Por isso reforçou a necessidade de se criar condições para a recuperação da unidade.
“Nós, a nível do Governo, vamos trabalhar nesse sentido para ver a possibilidade da criação de uma linha de financiamento para apoiar também estes operadores que foram afectados e que, depois de um ano, há necessidade de retomarem à normalidade”, concretizou.
A ministra garantiu que o Governo pretende criar as condições necessárias para que os operadores afectados tenham acesso ao financiamento e possam retomar as suas actividades de forma sustentável.
Sobre as políticas que o Governo tem direcionadas para as áreas de pesca, aquacultura e agricultura, a governante explicou que “há um trabalho a ser feito a nível de financiamento”, porque o financiamento do sector primário junto dos bancos comerciais “é considerado de alto risco”.
Por isso, informou que o Programa do Governo prevê a construção de um banco de investimento para o sector primário, levando em conta a sua sazonalidade.
“Também temos que fazer todo um trabalho a priori de participação das comunidades, dos operadores, para que este banco de investimento espelhe a vontade e a ambição dos operadores do setor das pescas”, finalizou.
CD/AA
Inforpress/Fim
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