Gala Diáspora 2026: “Cabo Verde é um país desterritorializado” - Presidente da República

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Gala Diáspora 2026: “Cabo Verde é um país desterritorializado” - Presidente da República
17/01/26 - 11:32 pm

Cidade da Praia, 17 Jan (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, afirmou hoje que Cabo Verde é um "país desterritorializado" e que a diáspora cabo-verdiana é parte integrante da identidade nacional.

Estas afirmações foram feitas durante a abertura da Gala Diáspora 2026, um evento de homenagem e reconhecimento comunitário com destaque a Honório da Costa Fragata, fundador das Tendas de El Shaddai.

“Nós não temos fronteiras. Cabo Verde é um Estado transnacional. Temos cabo-verdianas e cabo-verdianos espalhados por todo o mundo, aliás somos migrantes antes de sermos cabo-verdianos”, disse o chefe do Estado.

O Presidente sublinhou a importância das comunidades no exterior para o desenvolvimento do país, seja nas lutas pela independência, seja nas contribuições actuais em diversos sectores.

“Se Cabo Verde é o que é hoje, do ponto de vista cultural, político e económico, devemos-lhe muito à forte contribuição da diáspora cabo-verdiana”, afirmou José Maria Neves, lembrando ainda que a diáspora teve um papel crucial na consolidação da Democracia e no fortalecimento do sistema político cabo-verdiano.

O Presidente José Maria Neves reconheceu também a importância do trabalho realizado por Honório Fragata nas Tendas El Shaddai, sendo uma referência para todos os cabo-verdianos.

Por seu turno, a secretária de Estado da Inclusão Social, Lídia Lima enalteceu a importância da diáspora no desenvolvimento económico e social de Cabo Verde.

Segundo Lídia Lima a diáspora tem tido um “papel crucial” no desenvolvimento do arquipélago, actuando como motor económico através das remessas e investimentos, que impactam significativamente o PIB de Cabo Verde.

A secretária de Estado mencionou, durante o seu discurso, as políticas implementadas pelo Governo, como o Plano Estratégico das Comunidades 2022-2026, que visa estreitar os laços com os emigrantes e facilitar a sua participação activa no desenvolvimento do país.

Lídia Lima frisou que, além do apoio financeiro, a diáspora contribui com ideias, propostas e conhecimento, sendo essencial para o processo de transformação social e económica.

O papel da diáspora também foi destacado em momentos de crise, como o apoio à recuperação de São Vicente após a tempestade Erin em 2025.

JBR/ZS

Inforpress/Fim

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