
Cidade da Praia, 17 Jan (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, afirmou hoje que Cabo Verde é um "país desterritorializado" e que a diáspora cabo-verdiana é parte integrante da identidade nacional.
Estas afirmações foram feitas durante a abertura da Gala Diáspora 2026, um evento de homenagem e reconhecimento comunitário com destaque a Honório da Costa Fragata, fundador das Tendas de El Shaddai.
“Nós não temos fronteiras. Cabo Verde é um Estado transnacional. Temos cabo-verdianas e cabo-verdianos espalhados por todo o mundo, aliás somos migrantes antes de sermos cabo-verdianos”, disse o chefe do Estado.
O Presidente sublinhou a importância das comunidades no exterior para o desenvolvimento do país, seja nas lutas pela independência, seja nas contribuições actuais em diversos sectores.
“Se Cabo Verde é o que é hoje, do ponto de vista cultural, político e económico, devemos-lhe muito à forte contribuição da diáspora cabo-verdiana”, afirmou José Maria Neves, lembrando ainda que a diáspora teve um papel crucial na consolidação da Democracia e no fortalecimento do sistema político cabo-verdiano.
O Presidente José Maria Neves reconheceu também a importância do trabalho realizado por Honório Fragata nas Tendas El Shaddai, sendo uma referência para todos os cabo-verdianos.
Por seu turno, a secretária de Estado da Inclusão Social, Lídia Lima enalteceu a importância da diáspora no desenvolvimento económico e social de Cabo Verde.
Segundo Lídia Lima a diáspora tem tido um “papel crucial” no desenvolvimento do arquipélago, actuando como motor económico através das remessas e investimentos, que impactam significativamente o PIB de Cabo Verde.
A secretária de Estado mencionou, durante o seu discurso, as políticas implementadas pelo Governo, como o Plano Estratégico das Comunidades 2022-2026, que visa estreitar os laços com os emigrantes e facilitar a sua participação activa no desenvolvimento do país.
Lídia Lima frisou que, além do apoio financeiro, a diáspora contribui com ideias, propostas e conhecimento, sendo essencial para o processo de transformação social e económica.
O papel da diáspora também foi destacado em momentos de crise, como o apoio à recuperação de São Vicente após a tempestade Erin em 2025.
JBR/ZS
Inforpress/Fim
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