
Cidade da Praia, 04 Jun (Inforpress) – O presidente da Associação Maracanã, Carlos Tavares, considerou hoje que o futebol constitui uma importante “ferramenta de inclusão social, promoção da igualdade de oportunidades” e apoio à educação de crianças e jovens, sobretudo “em contextos socialmente vulneráveis”.
À imprensa, a margem do III dia do V colóquio internacional INCT Futebol, Carlos Tavares especificou que o futebol deve ser encarado como “um instrumento estratégico de inclusão social, igualdade de género e educação”, sublinhando o seu impacto na “redução da delinquência juvenil e na transformação de comunidades vulneráveis” em Cabo Verde.
Tavares sublinhou que o desporto, em especial o futebol, pode ser um meio eficaz para responder a realidades sociais marcadas por fragilidades familiares e falta de acompanhamento parental.
Nesse sentido, explicou que a associação que lidera utiliza o futebol como incentivo para a educação e a formação de valores, exigindo que as crianças estejam integradas no sistema escolar, tenham bom comportamento e respeito pela sociedade para poderem participar nas atividades desportivas.
O dirigente afirmou ainda que o projeto desenvolvido na comunidade de Ponta D’água tem contribuído para “mudanças significativas, reduzindo comportamentos de risco como a delinquência juvenil, o consumo de drogas e álcool, e promoção de uma nova imagem” do bairro.
“Hoje, a realidade é totalmente diferente”, afirmou, referindo que a comunidade passou a ser reconhecida pelas actividades positivas desenvolvidas com crianças e jovens.
Carlos Tavares apontou também casos de sucesso resultantes do trabalho da associação, incluindo jovens que conseguiram alcançar o futebol profissional e melhorar a condição económica das suas famílias, reforçando o impacto social do desporto.
No entanto, o responsável alertou para os principais desafios do sector, apontando a “ausência de políticas públicas estruturadas para o desporto” como o maior entrave ao seu desenvolvimento.
Segundo afirmou, a falta de infraestruturas adequadas e de um enquadramento político consistente dificulta o investimento e limita o aproveitamento do potencial do futebol no país.
Para Carlos Tavares, o futebol pode ser um motor de transformação social e económica, mas sublinhou que é necessário um compromisso mais forte do Estado e das instituições para que o setor possa cumprir plenamente o seu papel na sociedade cabo-verdiana.
CG/SR//AA
Inforpress/Fim
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