
São Filipe, 21 Ago (Inforpress) – A Cooperativa Ecopesca de São Jorge prepara a implementação de dois novos projectos ligados à transformação de produtos agroalimentares e à conservação e comercialização de pescado, num investimento que pretende diversificar as atividades económicas da organização.
Segundo o presidente da Ecopesca, Clarindo Teixeira, a cooperativa ministrou uma formação de capacitação em transformação e processamento de frutas, doces e licores, para a produção de licores, compotas, doces e sumos, em parceria com Associação Projecto Vitó no âmbito do Projecto Pamar, encontrando-se actualmente na segunda fase do projecto.
Nesta etapa, a cooperativa está a trabalhar no arrendamento de um espaço e no processo de licenciamento junto da Câmara Municipal de São Filipe, enquanto aguarda o financiamento de equipamentos por parte da autarquia para a instalação da unidade de transformação de frutas.
Clarindo Teixeira adiantou que concluídos os procedimentos necessários, a unidade deverá começar a funcionar em breve, permitindo à cooperativa criar uma nova actividade de aproveitamento e valorização da produção agrícola local.
Para a transformação e processamento de frutas foram capacitadas 17 pessoas, sendo 12 mulheres e cinco homens, e o projecto integra a implementação de actividades alternativas de rendimento, criando novas oportunidades económicas para as comunidades locais.
A iniciativa contribui para reduzir a pressão sobre os recursos marinhos, fortalecer a resiliência das famílias e reforçar o envolvimento comunitário na conservação.
Paralelamente, a Ecopesca está a preparar a instalação de uma pequena unidade de transformação e conservação de pescado, projecto que prevê abranger as diferentes etapas da cadeia, desde a captura, conservação e tratamento até à comercialização.
Para este projecto, a cooperativa já dispõe de um espaço, mas aguarda uma autorização da Câmara Municipal de São Filipe que permita garantir a utilização do local por um período suficientemente longo para assegurar a sustentabilidade do investimento.
O projecto está a ser desenvolvido em parceria com o Programa de Oportunidades Socioeconómicas Rurais (Poser) e representa um investimento estimado em cerca de sete mil contos.
Segundo Clarindo Teixeira, trata-se de um investimento significativo para a cooperativa, sendo necessário um documento da autarquia que assegure à Ecopesca condições para gerir o espaço durante um período de 10 a 15 anos.
A formalização da cedência ou autorização de utilização do espaço é considerada essencial para avançar com o investimento, tendo em conta a necessidade de garantir segurança e estabilidade para a implementação e funcionamento da unidade de conservação e comercialização de pescado.
Com estes dois projetos, a Ecopesca pretende reforçar a diversificação das suas actividades, acrescentando valor aos produtos locais e criando novas oportunidades de rendimento para os associados e para a comunidade de São Jorge e arredores.
A Cooperativa de Pesca Artesanal e Semi-industrial & Agroturismo (Ecopesca) é constituída por 21 membros, sendo 12 do sexo feminino e nove do sexo masculino.
JR/AA
Inforpress/Fim
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