
São Filipe, 04 Nov (Inforpress) – A Direcção Nacional do Ambiente (DNA) e as câmaras municipais do Fogo pretendem retomar o processo de operacionalização da Reserva da Biosfera, através da criação de uma unidade de gestão, anunciou hoje o director Nacional do Ambiente.
João Mascarenhas fez este anúncio em declarações à Inforpress no âmbito da sua primeira visita de trabalho à ilha do Fogo, durante a qual manteve encontros com os parceiros e as autarquias locais para analisar questões ambientais e identificar soluções para problemas existentes.
Após uma reunião de cerca de três horas com o presidente da câmara de São Filipe, os vereadores do ambiente das três câmaras e coordenação do Parque Natural do Fogo, João Mascarenhas disse que o entendimento alcançado com as câmaras municipais aponta para a necessidade de retomar a discussão sobre a Reserva da Biosfera e avançar com a criação da respectiva unidade de gestão.
Neste processo, explicou, cabe ao Comité Consultivo, presidido pela Câmara Municipal de São Filipe, indicar o director da unidade, enquanto à Direcção Nacional do Ambiente compete homologar a escolha, depois de ouvir as partes interessadas.
A constituição da equipa técnica será posteriormente articulada pelo director da unidade de gestão da reserva, em parceria com a DNA, as câmaras municipais e as organizações não-governamentais (ONG).
Durante o encontro foram igualmente abordadas questões relacionadas com a exploração de inertes, a gestão do Parque Natural do Fogo e a possibilidade de criação de novas áreas protegidas na Região Fogo/Brava.
Relativamente a esta última matéria, João Mascarenhas avançou que existem duas propostas, uma apresentada pelo Projecto Vitó e outra pela associação Biflores, da Brava, além da visão da própria Direcção Nacional do Ambiente.
O objectivo, segundo aquele responsável, é encontrar ainda este ano uma solução consensual que permita fundir as propostas ou criar uma área protegida abrangendo a Região Fogo/Brava, tendo em conta a conservação da biodiversidade.
Quanto ao Parque Natural do Fogo, defendeu o reforço da sua gestão, através de uma maior articulação com as câmaras municipais e os restantes parceiros, para recuperar a capacidade de intervenção e melhorar a conservação dos recursos naturais.
Sobre a exploração de inertes, considerou tratar-se de uma problemática complexa na ilha e defendeu o incentivo aos operadores interessados na produção de inertes mecânicos, apontando esta actividade como parte da solução.
João Mascarenhas iniciou a visita de trabalho à ilha do Fogo, que se prolonga até sexta-feira, 06 de Novembro, com uma agenda que inclui contactos com as câmaras municipais de São Filipe, Mosteiros e Santa Catarina do Fogo, bem como ONG, delegações do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e outras instituições.
Aquele responsável dedicará também um período da visita à análise da situação e da gestão do Parque Natural do Fogo.
JR/ZS
Inforpress/Fim
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