
São Filipe, 11 Set (Inforpress) – O ex-primeiro-ministro Carlos Veiga defendeu hoje, no Fogo, o reforço do apoio psicológico e social para as famílias das vítimas do acidente de sábado, 05, e manifestou a sua disponibilidade para colaborar, em articulação com a autarquia local.
Carlos Veiga falava aos jornalistas depois de ser recebido pelo edil de São Filipe, Nuias Silva, onde manifestou o seu sentimento de pesar e solidariedade para com as vítimas do acidente ocorrido sábado, 05, na ilha do Fogo, que provocou 25 mortos e 13 feridos.
Segundo Carlos Veiga, a dimensão da tragédia exige uma atenção especial às famílias afectadas, sobretudo depois de terminada a fase inicial de acompanhamento e visitas, mas depois terão de enfrentar sozinhas o processo de luto e os problemas decorrentes da perda dos seus familiares.
“Nós tivemos a oportunidade de estar com as famílias todas que ainda estão a receber visitas, mas mais tarde estarão sozinhas com o seu luto e com os seus problemas”, apontou,
Neste sentido, defendeu que essas famílias precisam de facto de um apoio psicológico, mas também social, e que estes apoios devem continuar após os primeiros momentos da tragédia.
Na ocasião manifestou-se satisfeito ao constatar que a Câmara Municipal de São Filipe está igualmente empenhada em apoiar as famílias afectadas, através das mesmas áreas de intervenção.
“Nós estamos dispostos, dentro daquilo que são as nossas capacidades, para obviamente participar juntamente com a câmara para que esse apoio seja concedido”, garantiu.
Carlos Veiga considerou que a tragédia deve servir para uma reflexão sobre a capacidade de resposta do país perante eventuais acidentes de grande dimensão.
“Eu acho que este incidente, ou este acidente, está a chamar a atenção” para a necessidade de discutir como agir perante situações semelhantes, afirmou, sublinhando a importância de preparar mecanismos de resposta para eventuais ocorrências futuras.
Neste sentido, considerou que a protecção civil, deve estar preparada para responder a situações desta natureza, em articulação com o Estado, os municípios e a sociedade civil.
No seu entender, através da cooperação entre estas entidades será possível encontrar soluções mais eficazes para prevenir e responder a esse tipo de acidentes.
“Eu acho que com este acidente vamos tentar refletir e organizar as coisas para que não volte a acontecer, para que as necessidades que possam suceder de um acidente do mesmo tipo possam ser resolvidas com maior efetividade”, concluiu.
AV/HF
Inforpress/Fim
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