
Cidade da Praia, 17 Out (Inforpress) – O encerramento da Feira do Livro, cuja abertura teve lugar na sexta-feira, 09, ficou marcado hoje pela avaliação de diferentes expositores sobre a adesão do público, as vendas e o interesse pela leitura, sobretudo entre os mais jovens.
Apesar dos resultados considerados positivos por alguns participantes, a crescente preferência pelos conteúdos digitais e a necessidade de promover mais iniciativas de incentivo à leitura estiveram entre os aspetos destacados.
Vera Vaz, representante da Imprensa Nacional de Cabo Verde, fez um balanço bastante positivo da iniciativa, destacando “a forte adesão do público” e a presença de crianças e adultos à procura de livros.
Segundo esta responsável, embora se verifique uma diminuição do interesse pelos livros em formato físico, a leitura através da Internet tem vindo a ganhar espaço.
“Apesar do crescente interesse pela leitura em formato digital, é fundamental continuar a promover feiras do livro, sobretudo junto dos mais jovens, para despertar o gosto pela leitura e aproximar as novas gerações dos livros em papel”, apontou a mesma fonte.
A Imprensa Nacional levou à feira diversas publicações, entre as quais livros didáticos e obras da coleção do Prémio Arnaldo França, uma distinção anual destinada a reconhecer e valorizar os escritores cabo-verdianos.
A instituição aproveitou ainda a ocasião para apresentar a quarta edição do Código Civil, cujo lançamento foi realizado na quarta-feira anterior pelo escritor Germano Almeida.
Vera Vaz sublinhou que, apesar de o público da instituição ser constituído sobretudo por profissionais, as vendas registadas ao longo dos dias foram satisfatórias.
Defendeu, por isso, a continuidade da feira e apelou à realização de mais edições ao longo do ano, bem como ao alargamento da iniciativa a outros concelhos.
A representante chamou ainda a atenção para o facto de a Imprensa Nacional de Cabo Verde, com 184 anos de existência, continuar a ser pouco conhecida por uma parte da população, sobretudo entre os jovens.
Por sua vez, Edney de Pina, representante da banca de Literatura Portuguesa, destacou o interesse demonstrado pelos visitantes pelas obras disponíveis, incluindo livros de autores como Pepetela, Eça de Queirós e José Saramago.
Ao longo dos dias da feira, o responsável observou uma presença significativa de jovens à procura de livros, muitas vezes motivados pelas escolas.
Considerou particularmente gratificante verificar esse interesse pela leitura e pela descoberta de novas obras.
Na sua perspetiva, a feira deveria realizar-se mais vezes ao longo do ano, de modo a despertar e consolidar o interesse dos jovens pelos livros.
Maria Augusta, coordenadora da área de Mediateca da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), reconheceu que as vendas ficaram aquém das expectativas, embora a instituição tenha recebido muitos visitantes e conseguido vender algumas publicações.
O espaço apresentou essencialmente obras produzidas por docentes da Uni-CV, maioritariamente de anos anteriores, sem novidades editoriais.
Ainda assim, a responsável classificou como razoável o volume de vendas alcançado.
JBR/AA
Inforpress/Fim
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