
Cidade da Praia, 27 Ago (Inforpress) - A Feira de Turismo e Artesanato de Cabo Verde (Expotur) regressa ao calendário dos grandes certames nacionais com a realização da nona edição, agendada para 09 a 11 de Setembro, na cidade de Santa Maria, ilha do Sal.
Idealizada e lançada em 2009 pelo Governo, através do antigo Ministério da Economia, Crescimento e Competitividade (MECC), a Expotur afirma-se como a principal plataforma de negócios e promoção do destino no arquipélago.
A iniciativa nasceu com a missão estratégica de projectar o país nos circuitos internacionais de viagens, estruturar o mercado interno e criar uma bolsa de contactos directa entre operadores locais e parceiros estrangeiros.
Segundo a organização, o certame regressa ao activo sob o lema “Cabo Verde e a sua diversidade”, após um interregno desde a sua 8.ª edição, em Outubro de 2022, período aproveitado para reestruturar o modelo de negócios.
O interregno permitiu transitar de um formato meramente expositivo para uma plataforma mais focada em encontros de negócios (B2B) e na integração efectiva da cultura e do artesanato, num processo que reflecte a própria evolução do seu modelo de governação ao longo de mais de uma década.
Neste âmbito, a Feira Internacional de Cabo Verde (FIC,SA) assumiu progressivamente a liderança executiva, ficando encarregue da montagem logística, do desenho do espaço expositivo e da gestão comercial do certame.
A consolidação do evento ficou também associada à acção do economista e ex-governante Gualberto do Rosário, durante o período em que presidiu à Câmara do Turismo de Cabo Verde (CTCV).
Na altura, à frente do sector empresarial, Gualberto do Rosário defendeu convictamente a Expotur como um “instrumento vital de articulação entre o sector público e privado”.
Sob a sua visão, o certame devia ir além da simples exposição comercial, funcionando como um catalisador para integrar as pequenas e médias empresas (PME) nacionais na cadeia de valor do turismo, atrair investimento produtivo e promover a descentralização do fluxo turístico para além das ilhas mais procuradas, como o Sal e a Boa Vista.
Este regresso em 2026, de acordo com a organização, ganha nova escala ao ser impulsionado por um modelo de cooperação tripartida, no qual cada entidade desempenha um papel determinante na cadeia de valor do evento.
A FIC,SA assume a gestão operacional, a produção e toda a logística dos espaços expositivos, garantindo a infraestrutura necessária para o acolhimento de expositores e visitantes.
Por sua vez, a Câmara do Turismo de Cabo Verde (CTCV) assegura a mobilização do tecido empresarial privado, articulando a participação directa de agências de viagens, redes hoteleiras, restauração e operadores turísticos.
A fechar este triângulo institucional, o Instituto do Turismo de Cabo Verde (ITCV) garante o enquadramento estratégico e regulatório, alinhando a feira com as políticas públicas do Estado e promovendo o destino nos mercados externos.
Esta sinergia institucional reflecte-se na própria evolução do conceito do certame, onde a integração expressa do artesanato no núcleo da feira responde à meta de valorização da identidade cultural e da economia criativa nacional.
Além dos sectores tradicionais da hotelaria e aviação, a Expotur albergará artesãos e produtores locais de várias ilhas, projectando o turismo cultural, gastronómico e de natureza como elementos de diferenciação que enriquecem a oferta do país.
A organização prevê a participação de dezenas de expositores nacionais e delegações internacionais, num programa que incluirá fóruns de debate sobre a sustentabilidade do sector, rodadas de negócios e apresentações culturais.
SC/CP
Inforpress/Fim
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