
Cidade da Praia, 17 Jun (Inforpress) – Cerca de dezassete estudantes de mestrado, provenientes de países como Espanha, Noruega, Grécia, Moçambique, Malásia, Índia, Gana, Gâmbia, Portugal e Cabo Verde, estão no país para duas semanas dedicadas à resposta humanitária, à saúde e às deslocações.
Para além dos estudantes, a iniciativa integra 18 professores e investigadores de Cabo Verde, Portugal, Noruega, Grécia e Moçambique, entre outros países, ligados às áreas da acção humanitária, saúde pública, protecção civil e gestão de crises.
A Escola de Verão 2026, do mestrado Erasmus Mundus em Resposta Humanitária, Saúde e Deslocamento (Human Response) arrancou segunda-feira, 15, na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e a abertura aconteceu esta manhã na Universidade de Santiago (Uni-Santiago).
A iniciativa que decorre até 26 de Junho é promovida pela Universidade de Santiago (US), em parceria com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e o ISCTE de Lisboa, no âmbito do programa Erasmus Mundus, da União Europeia.
Segundo o coordenador do mestrado conjunto da Universidade de Santiago, Nardi Sousa, durante a permanência em Cabo Verde, os participantes de áreas como a medicina, a psicologia, o direito, a logística e jornalismo irão desenvolver actividades de campo, workshops metodológicos e visitas técnicas.
Destacou igualmente que irão participar em palestras, aprendizagem baseada em problemas, estudos de caso, exibição de documentários e visitas de campo, para além de simulação de crise humanitária, trabalho de campo em bairros de risco da Praia e a subida ao vulcão da ilha do Fogo.
A iniciativa sob o lema “reforçar a coordenação local e internacional na resposta a desastres naturais, problemas de saúde e deslocações”, pretende promover a partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas, contribuindo para o fortalecimento das capacidades de resposta a emergências e desafios humanitários cada vez mais complexos, tanto a nível local como internacional.
A Escola de Verão resulta de um consórcio de sete universidades europeias e africanas, no âmbito do programa Erasmus Mundus, lançado em Setembro de 2025, sendo que é a primeira vez que uma edição com atribuição de créditos do programa decorre numa universidade africana.
Por sua vez, o enfermeiro cabo-verdiano e estudante do mestrado em Coordenação da Resposta Humanitária, Saúde e Deslocamento, Geremias Cabral, considerou que a formação representa uma oportunidade para fortalecer capacidades nacionais na resposta a crises humanitárias e desastres.
Num contexto global marcado por múltiplas crises, Geremias Cabral defendeu a importância da troca de experiências entre estudantes e instituições de diferentes países, permitindo, não apenas, adquirir conhecimentos internacionais, mas também partilhar boas práticas desenvolvidas em Cabo Verde.
Como exemplo, referiu o conceito cabo-verdiano de solidariedade comunitária conhecido como “Djunta mó”, que, segundo disse, constitui uma importante ferramenta de resposta local em situações de emergência.
DG/HF
Inforpress/Fim
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