Entidades prevêem transformar Livro de Reclamações num instrumento digital para facilitar acesso aos consumidores

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Entidades prevêem transformar Livro de Reclamações num instrumento digital para facilitar acesso aos consumidores
13/03/26 - 01:39 pm

Cidade da Praia, 13 Mar (Inforpress) – O Banco de Cabo Verde (BCV) promoveu hoje uma conferência sobre “O Futuro do Livro de Reclamações”, com o objectivo de debater sobre a sua utilização e trabalhar num instrumento digital que facilite o acesso aos consumidores.

O coordenador do Gabinete de Supervisão Comportamental do Banco de Cabo Verde, José Júlio Dias, disse aos jornalistas que a conferência, intitulada “O Futuro do Livro de Reclamações: Evolução normativa, modernização digital e desafios actuais”, acontece no âmbito do Dia do Consumidor assinalado a 15 de Março, com o objectivo de debater sobre a sua utilização e evolução, visto tratar-se de um “instrumento importante para o sector económico”.

“A ideia é trazer para a sociedade civil a discussão no sentido de elevar o livro a um instrumento digital, que torne muito mais fácil as reclamações dos consumidores, tendo um aplicativo a partir do seu telemóvel, onde consegue fazer a sua reclamação em tempo real”, elucidou.

Assegurou que com essa transformação vai ser possível integrar quer o consumidor, às instituições e os reguladores, trazendo agilidade aos sistemas de reclamação.

Avançou ainda que a conferência tem por objectivo promover uma reflexão conjunta sobre a sua evolução com destaque para os desafios regulatórios e a modernização digital dos mecanismos de defesa do consumidor.

De acordo com o Governador do BCV, Óscar Santos, as reclamações deixaram de ser vistas como “manifestações isoladas de insatisfação”, afirmando-se como indicações de “falhas operacionais”.

“O Livro de Reclamações deve também acompanhar a evolução, para uma transformação digital integrada, com potencial para assegurar maior celeridade, transparência e rastreabilidade”, indicou o Governador do BCV.

Para o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, essa transformação para o digital vai permitir com que as pessoas façam reclamações rápidas e sejam convertidas em conhecimento e melhorar a governança do sector.

“Facilitar o acesso das pessoas às informações e facilitar a comunicação das reclamações e transformá-las em soluções e reforçar a confiança das pessoas no sistema financeiro” são, segundo Olavo Correia, os objectivos pretendidos e confirmou ser preciso ter essa evolução do Livro de Reclamações, no digital.

O debate sobre “O Futuro do Livro de Reclamações”, acontece no âmbito do Dia Mundial do Consumidor, e acontece em parceria com a Associação para a Defesa do Consumidor (Adeco) e a Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME).

OS/HF

Inforpress/Fim

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