
Cidade da Praia, 06 Jan (Inforpress) – O primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Emanuel Barbosa, afirmou hoje que o multilateralismo e a diplomacia parlamentar são instrumentos essenciais para a paz, a cooperação internacional e a governação global.
Emanuel Barbosa falava na abertura da Conferência Internacional intitulada “Multilateralismo, Diplomacia Parlamentar e Cooperação Global”, uma iniciativa da Assembleia Nacional, em parceria com a Embaixada da República Popular da China em Cabo Verde.
Segundo o primeiro vice-presidente do Parlamento, a interdependência global deixou de ser uma teoria para se tornar uma condição quotidiana, na qual decisões tomadas longe repercutem perto e problemas locais se amplificam, com facilidade e em crises transnacionais.
“A grande pergunta do nosso tempo não é se estamos ligados; é se somos capazes de governar essa ligação com regras, confiança e responsabilidade partilhada”, sublinhou.
Neste contexto, Emanuel Barbosa defendeu que o multilateralismo se revela indispensável e se ergue como um pilar importante nas relações internacionais.
Lembrou, no entanto, que o multilateralismo não é um simbolismo, não é retórica e nem um luxo, mas sim um mecanismo de previsibilidade, de estabilidade e de protecção do interesse comum, a bem da humanidade.
Para o responsável parlamentar, a dimensão geográfica do país não constitui uma limitação, mas antes um desafio estratégico, reforçado pela sua posição atlântica e pela sua história de abertura ao mundo.
“A soberania não se afirma pelo isolamento, mas pela capacidade de dialogar, negociar e construir parcerias com lucidez”, frisou, destacando a vocação de Cabo Verde para servir de ponte em política internacional.
Relativamente à diplomacia parlamentar, Emanuel Barbosa considerou que os parlamentos hoje são cada vez mais chamados a desempenhar um papel complementar e, por vezes, decisivo.
Emanuel Barbosa acrescentou ainda que o país se afirma no concerto das nações como um Estado firmemente comprometido com a cooperação internacional, o multilateralismo e o fortalecimento de parcerias estratégicas.
Ainda na sua intervenção, Emanuel Barbosa alertou para os riscos do unilateralismo e da imposição nas relações internacionais, defendendo que é sempre possível e desejável optar por outra via.
“Cabo Verde, não por ingenuidade, mas por sabedoria histórica, tem feito essa escolha. Porque sabemos que, na política internacional, o futuro pertence aos que constroem pontes e não aos que erguem muros”, conclui.
JBR/HF
Inforpress/Fim
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