
Cidade da Praia, 30 Dez (Inforpress) – Os membros da Comissão Executiva da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) estão divididos quanto ao apoio aos dois candidatos saídos dentro da estrutura federativa, Mário Semedo e Eliseu Cardoso, concorrentes ao escrutínio de 10 de Janeiro.
Paulo Santos, membro da Comissão Executiva e que era pré-candidato, garante o seu apoio ao presidente Mário Semedo, ao passo que o também membro da CE, Joel Barros, integra a lista do presidente do Conselho Nacional de Arbitragem, Álvaro Eliseu Cardoso.
Em entrevista ao site cvsports, Paulo Santos justifica o seu apoio ao Semedo “por reconhecer nele capacidade e todo o bom trabalho feito na gestão da FCF”.
“Devo dizer que apoio em primeiro lugar, pelo percurso, o momento e sobretudo, pelo projecto. Penso que o projecto do futebol cabo-verdiano e onde nós estamos não se trata algo de pessoas, mas sim da Nação, por isso entendo que o futebol nacional está acima de pessoas e das vontades pessoais. Efectivamente eu tinha me predisposto a ser candidato caso o Mário Semedo não se candidatasse”, explicou.
Disse que estava há já algum tempo a trabalhar nesse processo, mas que a partir do momento em que ele (Mário Semedo) resolveu concorrer e continuar a levar projecto ao CAN Feminino e ao Mundial, era de bom senso fazer marcha atrás na sua pretensão, decidindo apoiá-lo nesse percurso.
“Estou na equipa dele, esperemos que ganhe, para continuar o processo e possamos ter uma boa preparação e culminar com uma boa participação nos dois grandes eventos que as nossas selecções estão inseridas”, afirmou.
Paulo Santos apontou “o reforço da actividade interna do futebol em relação à capacidade e gestão dos clubes, das associações, na melhoria das acções de arbitragem, sobretudo, na questão de formação e financiamento e também no reforço das selecções”, como sendo acções decisivas “decidir continuar juntos e levar o projecto para frente”.
Enquanto isso, Joel Barros, também membro da Comissão Executiva da FCF, apresentou as razões que o levam a apoiar e fazer parte da equipa liderada por Eliseu Cardoso.
“Em primeiro lugar importa clarificar um aspecto essencial que é revelador da nossa responsabilidade … eu, mais o Eliseu e outros colegas há um ano atrás face ao anúncio do actual presidente embora não de forma oficial, de que não iria se candidatar… começamos a preparar o nosso projecto discutindo com as Associações regionais e os dirigentes, da melhor estruturação do futebol em Cabo Verde.
Explicitou que a posição da candidatura de Eliseu Cardoso “ganhou corpo quando o presidente da Federação formalmente, primeiro no dia 18 na Comissão Executiva e depois no dia 19 de Julho deste ano na Assembleia geral, oficializou a sua decisão em não se recandidatar”.
“O nosso projecto não é contra ninguém e não se resume apenas ao Mundial, mas sim, trata-se de um projecto de quatro anos para o desenvolvimento do nosso futebol”, defendeu.
Barros, também ao cvSports, considera falsa a “narrativa criada” se a alteração no xadrez directivo da federação teria impacto negativo na preparação das selecções para o CAN Feminino e o Mundial, masculino’2027.
“Nós consideramos que isso é uma chantagem emocional. Temos a plena consciência do momento alto que o futebol cabo-verdiano vive do ponto de vista da qualificação para estes dois grandes eventos a nível de selecções. Em nome da nossa candidatura reafirmo aqui que não haverá nenhuma alteração nas estruturas na preparação para o CAN Feminino e o Mundial”.
“Estamos a falar de uma eleição para os novos órgãos directivos, não estamos a falar na mudança do treinador e nem dos jogadores, portanto essa é uma linha discursiva falsa que se está a querer passar em como vai começar tudo de novo”, rematou ao cvsports.
SR/HF
Inforpress/Fim
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