
Cidade da Praia, 12 Jan (Inforpress) – O bispo Dom Arlindo Furtado comentou hoje as recentes declarações do Papa Leão XIV, defendendo que “não podemos rogar-nos o direito de impedir os outros de dizer o que pensam”.
Em resposta a reação do Papa, que lamentou ataques às infraestruturas energéticas na Ucrânia e exortou ao diálogo no Irão e na Síria, Dom Arlindo disse que todos os seres humanos são igualmente humanos e possuem diferentes perspectivas sobre os acontecimentos, sendo importante que cada um possa expressar o seu pensamento.
“Ninguém tem o monopólio da verdade, eu tenho uma parte da verdade, o outro tem a outra parte, e, em conjunto, teremos uma verdade mais próxima da objectividade”, disse, acrescentando que pensar, sentir, partilhar, acolher e transmitir faz parte da realidade existencial das pessoas.
Para o bispo, impedir os outros de expressar as suas ideias compromete o encontro com a verdade e limita a colaboração entre pessoas.
As declarações do Papa Leão XIV, que se referiram a ataques “especialmente graves” na Ucrânia e à necessidade de cultivar o diálogo e a paz no Irão e na Síria, foram consideradas por Dom Arlindo Furtado como uma chamada à reflexão sobre a cooperação e o respeito entre os povos.
“Nós temos a nossa maneira de pensar e devemos ter a possibilidade de partilhar o nosso pensamento com os outros”, asseverou, afirmando que ninguém tem direito de impedir o outro de expressar o que pensa.
Dom Arlindo Furtado lembrou que a busca pela verdade e pelo entendimento mútuo é fundamental não apenas nas relações internacionais, mas também na convivência diária, promovendo valores de fraternidade, justiça e colaboração entre todos.
No domingo, dia 11, da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano, Leão XIV lembrou, após a oração do Angelus, que na Ucrânia “estão a ocorrer novos ataques especialmente graves, dirigidos sobretudo às infra-estruturas energéticas, precisamente quando o frio se torna mais intenso”, afectando “gravemente” a população civil.
Leão XIV exortou ainda ao cultivo, “com paciência, o diálogo e a paz” no Irão e na Síria, países onde “as tensões persistentes estão a causar a morte de muitas pessoas”, após os protestos contra o regime dos aiatolas.
LT/AA
Inforpress/Fim
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