
Cidade da Praia, 05 Out (Inforpress) - A presidente da Assembleia Municipal da Praia pediu hoje “uma maior atenção” do Governo às crianças com paralisia cerebral, sobretudo no reforço de recursos materiais e humanos para as associações que trabalham com este público.
Clara Marques falava à Inforpress após a cerimónia de comemoração do Dia Mundial da Paralisia Cerebral, assinalado hoje na cidade da Praia, uma data que considerou importante para sensibilizar a sociedade e as famílias para a necessidade de garantir carinho, proteção, inclusão e melhores condições de vida às crianças com esta condição
“Esta data é sobretudo para consciencializar as pessoas, a família, quando tem uma criança com essa doença, que devem dar todo o carinho e amor”, afirmou esta responsável.
Sublinhou a necessidade de a sociedade “normalizar essa doença” e tratar estas crianças com igualdade, sem descurar os cuidados específicos que a sua condição exige.
Segundo a presidente da Assembleia Municipal da Praia, tem-se registado uma evolução na forma como as crianças com paralisia cerebral são acompanhadas e integradas socialmente, em comparação com antigamente, quando muitas permaneciam praticamente confinadas ao ambiente familiar.
“Antigamente essas crianças ficavam só com a família e muitas vezes num cantinho”, recordou, destacando que o aumento do conhecimento e da informação sobre a deficiência tem contribuído para uma maior valorização e socialização dessas crianças.
Clara Marques apontou o trabalho desenvolvido por associações, nomeadamente a Associação Acarinhar, como “um exemplo importante de apoio” às crianças e às famílias, destacando atividades que promovem a socialização e estimulam as capacidades das crianças.
Sobre o contributo do Poder Local, a mesma fonte afirmou que a câmara e a Assembleia Municipal da Praia têm procurado desempenhar um papel de apoio às crianças e às suas famílias, destacando também a existência da Casa Primavera, que acompanha crianças abrangidas por esta problemática.
A responsável referiu ainda o papel das escolas e do programa de educação especial, considerando que este tem feito “toda a diferença” nos últimos anos em Cabo Verde, sobretudo para as crianças que têm condições para frequentar o ensino.
Apesar dos avanços, Clara Marques reconheceu que as associações enfrentam dificuldades relacionadas com a sustentabilidade financeira e a falta de especialistas.
“Constatamos que há falta de recursos materiais e humanos”, afirmou.
“É sempre bom vermos essa parte e também proporcionar um pouco de recurso financeiro para que as associações consigam planificar actividades, porque sem orçamento é impossível fazer isso”, acrescentou.
O Dia Mundial da Paralisia Cerebral é assinalado anualmente com o objectivo de aumentar a consciencialização sobre a paralisia cerebral, promover a inclusão e defender os direitos e a participação plena das pessoas com esta condição na sociedade.
DG/AA
Inforpress/Fim
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