Comércio Externo: Exportações caem 37,4% no primeiro trimestre de 2026

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Comércio Externo: Exportações caem 37,4% no primeiro trimestre de 2026
10/06/26 - 12:30 pm

Cidade da Praia, 10 Jun (Inforpress) - As exportações de Cabo Verde diminuíram 37,4% no primeiro trimestre de 2026, face ao mesmo período de 2025, enquanto as importações recuaram 8,7%, segundo dados provisórios divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o relatório sobre o comércio externo, as exportações nacionais passaram de 2.208 milhões de escudos no primeiro trimestre de 2025 para 1.381 milhões de escudos no mesmo período de 2026, o que representa uma redução de 826 milhões de escudos.

Apesar da quebra, a Europa manteve-se como principal destino dos produtos cabo-verdianos, absorvendo 93,7% das exportações, seguida da América com 4,4% e da África com 1,9%.

A Espanha continuou a liderar a lista dos principais clientes de Cabo Verde, representando 60,1% das exportações, à frente da Itália (19,0%), Portugal (14,4%), Estados Unidos (4,4%) e Gâmbia (1,9%).

Os preparados e conservas de peixe mantiveram-se como o principal produto exportado, representando 78,4% do total das exportações, seguidos pelo vestuário (8,0%) e pelos calçados (4,7%).

No que se refere às importações, estas totalizaram 46.179 milhões de escudos, menos 8,7% em comparação com os 50.568 milhões registados no período homólogo de 2025.

A Europa permaneceu como principal fornecedor do país, com 55,4% do total das importações, seguida da Ásia/Oceânia (23,0%) e da África (15,6%), esta última impulsionada pelo aumento das importações de combustíveis.

Portugal manteve a posição de principal fornecedor de Cabo Verde, representando 34,6% das importações totais, seguido da Nigéria (11,3%), Espanha (7,9%), Arábia Saudita (6,5%), China (6,4%) e Índia (5,1%).

Os combustíveis continuaram a liderar a lista dos produtos mais importados, com um peso de 42,6%, embora tenham registado uma diminuição de 21,4% face ao primeiro trimestre de 2025.

Por outro lado, as reexportações apresentaram uma evolução positiva de 32,3%, passando de 8.263 milhões para 10.930 milhões de escudos, contribuindo para uma redução de 7,4% no défice da balança comercial.

Segundo o INE, a evolução positiva das reexportações contrastou com a redução das exportações e importações nacionais, permitindo atenuar o impacto do défice comercial do país no período em análise.

RL/CP

Inforpress/Fim

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