Caso Dário Tavares: Diagnóstico em fase avançada limita opções de tratamento curativo

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Caso Dário Tavares: Diagnóstico em fase avançada limita opções de tratamento curativo
11/03/26 - 05:50 pm

Cidade da Praia, 11 Mar (Inforpress) – A especialista em oncologia e directora clínica do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), Hirondina Spencer, clarificou hoje que a gravidade da situação clínica de Dário Tavares deve-se ao estado avançado da patologia diagnosticada.

Segundo Hirondina Spencer, em declarações à Inforpress, Dário Tavares deu entrada na unidade de saúde já com uma “fractura patológica”, um sinal de que a doença se encontrava num estado “muito avançado”.

“O caso foi submetido a múltiplas juntas médicas nacionais e internacionais. A conclusão foi apontada para cuidados paliativos após a detecção de uma fractura patológica que revelou a gravidade da doença”, disse, para esclarecer a pressão social e a incompreensão familiar sobre os limites da intervenção médica.

A especialista explicou que a patologia foi detectada em fase crítica e que apesar disso foi activada a junta de saúde, no início de Agosto 2025, para evacuação e tratamento em Portugal.

“Os exames realizados e as consultas feitas com os especialistas de Portugal, incluindo a equipa de oncologia pediátrica do Hospital IPO de Lisboa, confirmaram o pior cenário, informando que a doença não permite uma abordagem curativa, mas apenas paliativa”, realçou.

Após explicação dada à família, Hirondina Spencer, sublinhou que o desejo da família foi levar a criança para casa, embora o cuidado paliativo pudesse ser feito no domicílio com apoio do sector da saúde.

Face ao diagnóstico e questionada se a saída do paciente para Senegal ajudaria a resolver o caso, a especialista em Oncologia afirmou que não, por ser uma doença em estado avançado, mas sublinhou, por outro lado, que respeita o desejo e a decisão familiar.

O caso Dário Tavares despoletou, nas redes sociais, um grande debate sobre a situação da saúde no país, tendo gerado uma onda de solidariedade com o objectivo de ajudar os pais a levar a criança ao Senegal para um outro parecer no diagnóstico.

O caso continua a ser acompanhado, de perto, pela sociedade civil que clama por mais humanização e transparência no processo de comunicação entre médicos e familiares em situações de fim de vida.

PC/HF

Inforpress/Fim

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