Cabo Verde mostra caminho para soluções globais, afirma secretária-geral da OIF

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Cabo Verde mostra caminho para soluções globais, afirma secretária-geral da OIF
28/05/26 - 07:17 pm

Cidade da Praia, 28 Mai (Inforpress) – A secretária-geral da Organização Internacional da Francofonia (OIF), Louise Mushikiwabo, destacou hoje, na Praia, o papel de Cabo Verde como exemplo de reflexão e procura de soluções para os desafios globais, após uma audiência com o Presidente da República.

Falando à imprensa no final do encontro, Louise Mushikiwabo afirmou que a conversa incidiu sobretudo sobre “o futuro da humanidade”, a necessidade de reforçar os valores de convivência entre os povos e a procura de “mais humanidade na vida política, económica e social”.

Segundo a responsável da OIF, Cabo Verde “mostra o caminho” ao apresentar contributos e reflexões importantes, apesar de ser “um pequeno país insular de meios modestos”.

A secretária-geral da OIF, que participa na cidade da Praia no Encontro Internacional sobre a Crioulidade Atlântica, fez estas considerações à margem da audiência com o Chefe de Estado, José Maria Neves.

“Não é segredo que o mundo está mal, mas não é solução lamentar-se o tempo todo. Cabo Verde consegue trazer uma reflexão que poderá contribuir para soluções num futuro partilhado”, afirmou.

A secretária-geral defendeu igualmente que a conferência internacional promovida por Cabo Verde sobre os desafios do mundo contemporâneo deveria tornar-se permanente e envolver mais actores políticos de alto nível.

Durante a audiência, as partes abordaram ainda a cooperação entre Cabo Verde e a OIF, que, segundo Louise Mushikiwabo, tem registado “progressos significativos” nos últimos anos.

“Consideramos Cabo Verde um país muito activo na OIF, com um embaixador muito envolvido. É um país onde as coisas funcionam e onde podemos avançar”, sublinhou.

Louise Mushikiwabo enalteceu também a cultura cabo-verdiana, classificando-a como uma das grandes forças do país.

“Cabo Verde é culturalmente muito rico e orgulhoso da sua cultura. A cultura é uma força que muitos países ainda não exploram suficientemente”, disse.

Aquela responsável destacou ainda o contributo cabo-verdiano para uma francofonia mais aberta ao multilinguismo, defendendo que a organização já não se limita apenas à língua francesa.

“A língua francesa é para nós um instrumento para o multilinguismo. Países como Cabo Verde mostram que podemos ter várias línguas em diferentes níveis, sem contradição entre ser lusófono e francófono”, apontou.

LC/ZS

Inforpress/Fim

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