
Cidade da Praia, 25 Ago (Inforpress) – O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, afirmou hoje que a educação deve ser o motor de Cabo Verde e estar no centro do futuro, tendo citado um pacto nacional que garanta estabilidade além dos Governos.
Francisco Carvalho, que falava na cerimónia oficial de empossamento de novos corpos dirigentes, em todo o país, que teve lugar durante o Conselho alargado do Ministério da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação, destacou a educação – desde o ambiente familiar até ao ensino formal – como a base para resolver a crise social e económica.
Para inspirar a visão de um sistema que prepare os cidadãos para a realização pessoal e para o desenvolvimento de um bem comum, o chefe do executivo lembrou uma frase histórica de Amílcar Cabral que transmite a dimensão da educação “aprender na vida, junto do nosso povo, nos livros e na experiência dos outros, aprender e pensar com as nossas próprias cabeças”.
“É assim que devemos olhar para a educação como um processo que acompanha a pessoa ao longo da vida, que sedimenta o conhecimento da experiência e da capacidade permanente de aprender e de evoluir”, disse, sublinhando que para que isso seja possível a escola tem de desempenhar integralmente o seu papel.
Esta tarefa, conforme afirmou, exige diálogo e abertura, enquanto que o plano exige ouvir professores, estudantes, famílias, universidades, empresas e sindicatos e ter coragem para mudar o que não interessa ao país.
“É, por isso, que tenho defendido um pacto nacional para a Educação. Um pacto sério e fundamentado que permita que aquilo que for construído não seja alterado a cada mudança de Governo ou de ministro”, realçou, sublinhando que a educação precisa de estabilidade, pois uma criança que entra no pré-escolar necessita de coerência ao longo de todo o seu percurso de aprendizagem.
O governante encerrou a sua intervenção, deixando claro que o sucesso do Ministério da Educação será medido por “resultados e mudança concreta” na vida dos cidadãos.
A promessa de eliminar as propinas no ensino superior público e de alargar o apoio ao ensino privado e profissional surge, conforme suas palavras, como a bandeira principal deste novo ciclo político que pretende que a educação funcione como um verdadeiro “elevador social” capaz de quebrar ciclos hereditários de pobreza e exclusão.
Este processo, avançou, vai concretizar-se com as reformas anunciadas, com especial foco em três eixos prioritários: pré-escolar, ensino superior e profissional, com a regulamentação do fim das propinas públicas e criação dos novos moldes de atribuição de bolsas para o ensino privado.
PC/HF
Inforpress/Fim
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