
Nova Sintra, 30 Abr (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Brava, Amândio Brito, considerou hoje “muito produtivo” o debate em torno da apreciação da conta de gerência de 2025, sublinhando que a sessão decorreu com “seriedade, profundidade e espírito construtivo-pedagógico”.
Amândio Brito fez estas considerações, esta quinta-feira, 30, no final da segunda sessão ordinária da Assembleia Municipal que decorreu durante todo o dia.
Em declarações aos jornalistas, o autarca afirmou que, apesar de alguns momentos mais intensos, “nada esteve fora de controlo”, destacando que o foco principal foi alcançado, com a análise detalhada do desempenho financeiro do município no primeiro ano de mandato.
Segundo Amândio Brito, o balanço é “muito positivo”, realçando que a autarquia atingiu uma taxa de execução orçamental de 56 por cento (%,) num contexto marcado por “imensas dificuldades a todos os níveis”, incluindo limitações no acesso a financiamento bancário.
“Nós não recorremos ao banco porque não podíamos, mas, graças à dinâmica, criatividade e a um modelo de gestão baseado na contenção e mobilização de recursos, conseguimos um ano 2025 produtivo”, explicou.
Por outro lado, o deputado municipal do Movimento para a Democracia (MpD, oposição municipal), João José Delgado, apresentou uma avaliação crítica da execução, classificando o balanço como negativo.
O eleito apontou que, apesar de a sessão ter apenas um ponto na agenda, o debate prolongou-se mais do que o esperado, reflectindo divergências na análise dos dados apresentados.
De acordo com o João José Delgado, alguns indicadores-chave revelam fragilidades na gestão, destacando que um dos itens mais relevantes para o município registrou uma execução de apenas 29%.
Em contrapartida, as despesas com pessoal atingiram cerca de 68%, o que, na sua opinião, demonstra uma priorização excessiva dos encargos administrativos.
O mesmo responsável observou ainda um aumento significativo nas despesas relacionadas com o Gabinete do Presidente, em comparação com anos anteriores, considerando que tais variações “contradizem o que está previsto no plano”.
Outro ponto levantado foi o volume de investimento anual, estimado em cerca de oito milhões de escudos, considerado “muito significativo”, mas, ainda assim, insuficiente face às necessidades do município.
Apesar de reconhecer tratar-se do primeiro mandato da actual equipa camarária, o deputado municipal defendeu que “se podia fazer mais”, reiterando uma apreciação global negativa da conta de gerência de 2025.
DM/HF
Inforpress/Fim
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