Boa Vista recebe Kelvin Pires “Djack” em ambiente de festa e emoção após Mundial de futebol

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Boa Vista recebe Kelvin Pires “Djack” em ambiente de festa e emoção após Mundial de futebol
07/07/26 - 07:12 pm

Sal-Rei, 07 Jul (Inforpress) – O internacional cabo-verdiano Kelvin Pires “Djack” foi recebido hoje, ao chegar na sua ilha Boa Vista, em ambiente de festa e emoção, numa iniciativa popular que contou com o apoio logístico da autarquia local.

Para garantir a presença dos munícipes no aeroporto Internacional Aristides Pereira, a Câmara Municipal da Boa Vista (CMBV) disponibilizou transporte coletivo, o que permitiu a deslocação em massa de familiares, amigos e simpatizantes do jogador e da selecção.

No local, o ambiente foi marcado pelo som de batucadas e tambores tradicionais, com a moldura humana vestida com as cores da selecção nacional e bandeiras de Cabo Verde.

Em declarações à imprensa após o desembarque, o defesa-central manifestou a sua satisfação pelo acolhimento e recordou a experiência vivida na prova rainha do futebol africano. Destacou a emoção do jogo de estreia, e apontou a união interna como o principal trunfo dos "Tubarões Azuis".

"Sempre fomos uma selecção unida. Brincávamos e divertíamo-nos muito uns com os outros durante a prova, mostrando sempre o que tínhamos de melhor. Essa união com os companheiros de equipa ajudou-nos a fazer um bom trabalho", declarou o futebolista.

Questionado sobre o descredito externo que rodeava a comitiva nacional face a adversários de maior destaque, Kelvin Pires esclareceu que o foco esteve sempre concentrado no rendimento desportivo.

"Havia quem nos desse apenas 1% de hipóteses de passar contra as selecções que enfrentámos. Mas nós tentámos apenas fazer o nosso trabalho e dar o máximo perante o que tínhamos pela frente", clarificou.

Na perspectiva individual, o atleta considerou a participação no torneio mundial como a concretização de uma meta sonhada desde a infância, projectando já o futuro desportivo da selecção nacional.

"Era um momento muito sonhado. Queria muito estar lá e consegui. Agora isto fica guardado para o resto da vida na memória. Há que desfrutar e, se Deus quiser, daqui a quatro anos voltar a ir, se Deus quiser", perspectivou.

O internacional cabo-verdiano também dirigiu-se à camada jovem da ilha da Boa Vista e do país, deixando uma mensagem de incentivo e exortando ao rigor profissional para quem ambiciona ingressar no futebol de alta competição.

"Temos de trabalhar na nossa evolução diária e dar o máximo. Como se costuma dizer, só o talento não chega para nos levar para a frente. É preciso trabalhar muito para estar sempre disponível para ajudar a equipa e mostrar qualidade para também podermos chegar lá", concluiu.

MGL/ZS

Inforpress/Fim

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