Banca defende maior articulação entre intervenientes para facilitar acesso à habitação

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Banca defende maior articulação entre intervenientes para facilitar acesso à habitação
06/10/26 - 02:19 pm

Cidade da Praia, 06 Out (Inforpress) – A banca defendeu hoje uma maior articulação entre o Governo, municípios, instituições públicas, promotores imobiliários e instituições financeiras para criar mecanismos que facilitem o acesso das famílias cabo-verdianas a uma habitação condigna.

A posição foi defendida no painel sobre Financiamento da Habitação, realizado no âmbito do Fórum Nacional da Habitação 2026, promovido pelo Ministério das Infra-estruturas, Habitação e Ordenamento do Território (MIHOT), sob o lema “Habitação Adequada para Todos – Dignidade e Direitos Humanos”.

Em declarações à imprensa, o representante do Banco Comercial do Atlântico (BCA), Carlos Furtado, defendeu que o acesso à habitação exige a intervenção coordenada de vários actores, com o Estado na definição das políticas públicas e a banca no financiamento das famílias e dos promotores imobiliários.

“A questão da habitação, o acesso à habitação, requer intervenção e sinergia de diversos actores, a todos os níveis. Desde a definição da política que cabe às entidades estatais, no caso o Governo que está no executivo às outras entidades envolvidas”, afirmou, garantindo a disponibilidade do BCA em trabalhar na estruturação de soluções para as diferentes necessidades de financiamento do sector.

Segundo acrescentou, o desafio passa também por aproximar a oferta imobiliária das necessidades reais das famílias, sobretudo nas ilhas turísticas, onde a pressão da procura tem aumentado. 

Carlos Furtado sublinhou ainda que a responsabilidade social da banca exige prudência na concessão de crédito, para quem é necessário criar soluções que permitam acesso digno à habitação, sem comprometer a capacidade financeira dos beneficiários.

“Há mecanismos sobre a mesa, nomeadamente, o regime de habitação bonificado, que era o regime geral, o regime bonificado do jovem. Na última revisão o BCA foi um dos bancos que desde o primeiro momento fez parte da solução e continua disponível a discutir outros mecanismos”, disse.

Na mesma linha, a directora comercial da Caixa Económica de Cabo Verde, Denise Santos, reforçou que o fórum deixou claro a necessidade de comunicação entre a banca, o Governo e instituições como a IFH, de modo a criar condições que viabilizem o acesso à habitação própria.

“Portanto, há todos esses parceiros, há a necessidade de uma comunicação, criação de mecanismos e uma sinergia no sentido de permitir viabilizar o acesso à habitação própria”, considerou. 

Reconheceu, entretanto, que persistem preocupações relacionadas com o nível das taxas de juro, mas sublinhou que houve uma redução significativa no mercado nacional. 

O director-geral da Habitação, Carlos Dias, por seu lado, reconheceu a banca como um parceiro essencial na concretização das políticas públicas do sector, admitindo que cabe ao Estado criar mecanismos que permitam às famílias aceder aos recursos disponíveis por via do financiamento.

O Fórum Nacional da Habitação 2026 decorre nos dias 05 e 06 de Outubro, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Habitat, e reúne diferentes actores para debater os principais desafios, oportunidades e perspectivas do sector da habitação em Cabo Verde.

ET/HF

Inforpress/Fim 

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