São Vicente: Siacsa acusa Augusto Neves de ser “presidente ausente” e de criar conflitos entre trabalhadores e sindicatos

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São Vicente: Siacsa acusa Augusto Neves de ser “presidente ausente” e de criar conflitos entre trabalhadores e sindicatos
20/04/26 - 06:25 pm

Mindelo, 20 Abr (Inforpress) – O coordenador do Siacsa em São Vicente afirmou hoje que o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, é um "presidente ausente" e que quer criar conflitos entre sindicatos e trabalhadores.

Heidy Ganeto reagiu desta forma a declarações do autarca que, em conferência de imprensa na sexta-feira, 17, considerou que os bombeiros têm “excelentes condições de trabalho”, pelo que as manifestações realizadas pelos efectivos no Dia da Cidade do Mindelo têm motivações políticas.

Em resposta, também em conferência de imprensa realizada à frente do quartel dos Bombeiros Municipais de São Vicente, o sindicalista nega estar em “politiquices” e lembrou que as reivindicações da classe estão pendentes desde 2022.

O mesmo acontece, segundo a mesma fonte, com os nadadores-salvadores e ainda os coveiros do cemitério da ilha.

“Temos actas de entendimento que foram assinadas pela câmara que deviam ter um prazo para serem cumpridas. O presidente sabe e ele tem a sua assinatura numa de 2024, ele é que não está a respeitar a acta”, sublinhou Heidi Ganeto.

Alegando que as reivindicações são legítimas, a mesma fonte exortou Augusto Neves a não criar conflitos entre sindicatos e trabalhadores e sim sentar-se à mesa para negociar o que ele mesmo assinou.

O coordenador do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins (Siacsa) informou ainda que na sexta-feira, mesmo dia da conferência de imprensa do presidente, estiveram reunidos com o jurista da edilidade que lhes pediu desculpas por a câmara municipal “estar a falhar devido aos incumprimentos”.

Indo mais longe, Heidy Ganeto classificou Augusto Neves de ser “um presidente ausente e que não conhece a realidade dos seus trabalhadores”.

Para comprovar, disse não ser verdade que os bombeiros ganham mais de 100 contos, mas sim, explicou, o salário é de 50 mil escudos e com mais 18 mil escudos dos subsídios de risco e de turno.

“O presidente está a incluir horas extras do trabalho no cais, quando os bombeiros saem dos turnos às oito da manhã ou às 16 horas e vão directamente para cais [Porto Grande] fazerem hora extra”, sustentou.

Já quanto aos coveiros e nadadores-salvadores, funcionários que Augusto disse terem também "excelentes condições de trabalho”, Heidy Ganeto clarificou que auferem um salário mínimo de 19 mil escudos e 25 mil escudos, respectivamente.

“Mas pela natureza do seu trabalho, acreditamos que deviam ganhar mais e deve ser aplicado um subsídio de risco, mas a câmara está a ignorar todas essas propostas”, argumentou.

Entretanto, o Siacsa concedeu mais 15 dias para tentar em negociações ultrapassarem o impasse, mas caso não aconteça, não descartam a possibilidade de um pré-aviso de greve no mês de Maio.

LN/CP

Inforpress/Fim

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