
Barcelona, Espanha, 18 Abr (Inforpress) – O presidente da Colômbia defendeu hoje que o mundo deve aproveitar o início de um processo de paz no Irão para “deixar o petróleo”, considerando que é a razão por detrás das actuais tensões mundiais.
“O facto de se começar a construir um processo de paz sério no Médio Oriente deve colocar em cima da mesa a questão da Palestina – e a resolução desse conflito – e coloca ao mundo a necessidade de deixar o petróleo e os combustíveis fósseis, que é o que está a causar estas tensões cada vez maiores”, afirmou Gustavo Petro em declarações aos jornalistas à chegada à IV Reunião em Defesa da Democracia, em Barcelona, onde se vão reunir vários líderes da esquerda mundial.
O presidente colombiano frisou que o processo de paz vai “levar a que se baixe o preço do petróleo quase instantaneamente” e reforçou que isso deve levar a humanidade “a reflectir sobre uma nova agenda”.
“Essa agenda tem de ser construída fora do petróleo, dos combustíveis fósseis e da descarbonização da economia”, defendeu.
Petro considerou ainda que “agressão contra o Irão” e a “extensão da guerra a todo o Médio Oriente” foi um “dos piores passos dados por qualquer Governo mundial nos últimos tempos, fora o genocídio de Gaza”.
Questionado se lhe parece que a reunião de hoje dos líderes mundiais de esquerda em Barcelona é na prática uma cimeira contra Donald Trump, Petro contrapôs que é uma “cimeira a favor de uma alternativa”.
“A favor, não contra. É uma espécie de farol para que, no meio da confusão e do erro, se estabeleça um caminho: um caminho da vida, não da morte”, afirmou.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também falou à entrada para esta cimeira, afirmando que é necessário “defender a democracia como princípio”.
“Como dizia o [ex-presidente dos Estados Unidos] Abraham Lincoln, a democracia é o poder do povo, pelo povo e para o povo”, afirmou.
Vários líderes da esquerda mundial estão a reunir-se hoje em Barcelona para coordenar ações e partilhar experiências num momento de avanço da direita e da extrema-direita a nível global.
Entre os nomes presentes estão o primeiro-ministro espanhol e actual presidente da Internacional Socialista, Pedro Sánchez, o Presidente do Brasil, Lula da Silva, o Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
Inforpress/Fim
Lusa
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