
Ribeira Grande, 11 Abr (Inforpress) - A equipa do Solpontense voltou a erguer a Taça Regional de Santo Antão Norte, 16 anos depois, ao vencer os Foguetões nas grandes penalidades (4-3), após o jogo intenso disputado no Estádio João Serra.
A final começou de forma lenta, com as duas equipas mais preocupadas em não cometer erros do que em arriscar, levando o nulo até ao intervalo.
No regresso dos balneários, o técnico da Solpontense, Marco Fortes, mexeu no xadrez e lançou Heli a partir do banco, aposta ganha, já que o avançado inaugurou o marcador aos 67 minutos.
Os Foguetões não baixaram os braços, responderam e, aos 75 minutos, Lito restabeleceu a igualdade num lance que relançou a final.
Mesmo reduzida a dez unidades após uma expulsão, a formação de Eito mostrou raça, fechou linhas e empurrou a decisão para prolongamento.
No tempo extra, o jogo abriu-se, e Cai Cedo colocou os Foguetões na frente (2-1) aos sete minutos, mas a Solpontense voltou à carga e Yanik, aos 14, assinou o empate a duas bolas e levar tudo para o desempate por pontapés a partir da marca da grande penalidade.
Solpontense foi mais eficaz e venceu por 4-3, selando o regresso aos títulos e levantando a Taça Regional Norte, além de garantir um prémio de 50 mil escudos.
No final, o treinador dos Foguetões, Willy, reconheceu o equilíbrio do encontro.
“Foi um jogo bem disputado, as duas equipas queriam vencer. A minha equipa deu tudo, mas nas penalidades conta também a frieza e a Solpontense acabou por ser mais feliz”, salientou.
Marco Fortes, treinador do Solpontense, considerou que a partida colocou frente a frente “duas grandes equipas”, mas não poupou críticas à arbitragem, defendendo a necessidade de reflexão no sector em Santo Antão Norte.
Ainda assim, evidenciou a eficácia da sua equipa nos momentos decisivos e apontou ambição para a Taça de Cabo Verde.
“É uma competição a eliminar e temos de entrar em cada jogo para ganhar. Estar na final seria um enorme orgulho”, afirmou.
LFS/AA
Inforpress/Fim
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