
Cidade do Vaticano, 05 Abr (Inforpress) – O Papa Leão XIV apelou hoje àqueles que “têm o poder de iniciar guerras” para que “escolham a paz”, denunciando também a indiferença em relação às milhares de mortes em conflitos pelo mundo.
Papa Leão XIV apelou ao fim dos conflitos armados no mundo com recurso ao diálogo na sua primeira bênção pascal 'Urbi et Orbi', pedindo que "aqueles que têm o poder de desencadear guerras escolham a paz"
"Que aqueles que empunham armas as deponham! Que aqueles que têm o poder de iniciar guerras escolham a paz! Não uma paz conquistada pela força, mas pelo diálogo! Não pelo desejo de dominar o outro, mas de encontrá-lo!", afirmou o Papa Leão XIV, na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Para o Papa, o diálogo "é a verdadeira força que traz paz à humanidade, uma vez que fomenta relações de respeito em todos os níveis: entre indivíduos, famílias, grupos sociais e nações".
Esta "força", sublinhou, "não procura impor sua própria agenda", mas sim "contribuir para o seu desenvolvimento e implementação junto aos outros", porque "não visa a um interesse particular, mas ao bem comum".
Antes da bênção, o Papa Leão XIV também já tinha abordado os conflitos no mundo, denunciando a "violência da guerra que mata e que destrói" e "a idolatria do lucro" que pilha os recursos da Terra.
Citando o seu antecessor, Papa Francisco, o líder da Igreja Católica alertou para o perigo de se cair na indiferença perante a persistência "da injustiça, do mal e da crueldade".
Durante toda a Semana Santa, a sombra da guerra iniciada por Israel e Estados Unidos no Médio Oriente pairou sobre as celebrações.
As celebrações da Páscoa em Jerusalém foram marcadas pela proibição pela polícia israelita do cardeal Pierbattista Pizzaballa celebrar a missa do Domingo de Ramos na basílica do Santo Sepulcro, espaço de culto reverenciado pelos cristãos.
A situação gerou forte contestação internacional e obrigou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a recuar e a dizer que o cardeal podia entrar na basílica, numa altura em que a mesquita Al-Aqsa, também situada em Jerusalém, continua com todos os acessos vedados por Israel há mais de um mês.
Durante as celebrações da Páscoa, o Papa tem aproveitado para denunciar as guerras que afetam o mundo, sem nunca fazer referências explícitas a países ou regiões.
O santo pontífice convidou, ainda, toda a Igreja Católica a participar numa "vigília de oração pela paz", celebrada no próximo sábado, 11 de Abril.
Inforpress/Lusa/fim
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