Comércio transfronteiriço do peixe pode abrir portas ao mercado africano e à exportação do pescado - responsável

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Comércio transfronteiriço do peixe pode abrir portas ao mercado africano e à exportação do pescado - responsável
24/03/26 - 02:30 pm

Mindelo, 24 Mar (Inforpress) – Várias entidades do sector pesqueiro estão reunidas hoje, no Mindelo, para validação do relatório de comércio transfronteiriço do peixe, que poderá abrir portas ao mercado africano e permitir empresas cabo-verdianas competir no mercado da exportação.

A avaliação foi feita à imprensa pelo director-geral das Pescas e Aquacultura, Carlos Monteiro, referindo-se à experiência-piloto, na qual Cabo Verde, juntamente com Comores, foi escolhido para a sua implementação.

É um programa que, segundo a mesma fonte, tem como objectivo maior optimizar e sobretudo permitir às pequenas e médias empresas terem acesso ao mercado e ao financiamento.

O ateliê, explicou Carlos Monteiro, pretende abordar temas de uniformização, standardização e, sobretudo, analisar os aspectos técnicos de transportes para permitir aos países africanos, como Cabo Verde, aceder a novos mercados e diversificar a sua própria economia.

“Porque a África no seu todo é um continente que tem muito potencial e tem muita matéria-prima, tem condições óptimas a nível das pescas, nomeadamente de recursos e disponibilidade. É uma grande oportunidade e Cabo Verde, naturalmente, vai aproveitar dessa sinergia”, asseverou o responsável.

Como beneficiários, elucidou, conta-se atingir a franja das pequenas e médias empresas, priorizando a questão de género, ou seja, mulheres que lideram actividades no sector.

Ao presidir o evento, o ministro do Mar, Jorge Santos, asseverou à imprensa que a validação deste relatório representa “um momento importante”, porque vai permitir uma reflexão sobre o comércio transfronteiriço do pescado e também a valorização de toda a cadeia de valor.

“Cabo Verde fez uma opção muito certa a nível do desenvolvimento da economia, no sentido de priorizar e dar centralidade à economia azul”, considerou o governante.

Acredita que na economia azul, a comercialização do peixe tem um papel central, não só por ser uma actividade primária, mas também por acrescentar valor à toda a cadeia do sector.

Jorge Santos acredita que tal intento pode ser atingido, tanto ao nível das peixeiras e pescadores, como também nas empresas ligadas, inclusive do ramo da aquacultura, como Nortuna e Fazenda do Camarão, ambas em São Vicente.

LN/CP

Inforpress/Fim

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