
Mindelo, 23 Mar (Inforpress) – O ministro do Mar, Jorge Santos, assegurou hoje, no Mindelo, que o plano nacional sobre o uso de dispersantes em casos de contaminação por hidrocarbonetos vai ajudar Cabo Verde a ter uma economia mais resiliente.
O governante teceu as considerações à imprensa ao presidir a abertura do workshop para elaboração do regulamento nacional sobre o uso de dispersantes em situações de poluição com hidrocarbonetos (petróleo e derivados).
Jorge Santos ressaltou a importância do documento com a quantidade de embarcações que passam pelas águas nacionais implicando que o país fique precavido e reforce a contingência e resiliência em casos de acidentes.
E é neste sentido, que o evento que conta com representantes da África, vai ajudar a discutir a questão, segundo a mesma fonte.
"Vivemos um momento difícil, é um momento que apela à resiliência das economias, e ter economias resilientes é ter um sistema de governança, de segurança, é termos soluções para não sermos apanhados por surpresas", justificou o ministro do Mar.
A seu ver, não é quando acontece um acidente que se deve pensar no que fazer, mas sim, ressaltou, importa a capacidade de dar respostas a essas questões, ainda mais com as situações de conflitos no Golfo Pérsico, no Médio Oriente.
Como promotor do workshop, o presidente do Instituto Marítimo e Portuário (IMP), Seidy Santos, reafirmou a importância da iniciativa.
"É muito importante porque vai trazer esta temática novamente à baila a nível nacional, que é a questão da prevenção da poluição marítima, poluição por hidrocarbonetos e outras substâncias nocivas, e também a preparação para a resposta que se deve dar em casos de derrames com estas substâncias", evidenciou Seidy Santos.
O workshop, que reúne técnicos e especialistas de diversos quadrantes, nacionais e internacionais, pretende actualizar o plano nacional sobre o uso de dispersantes, aprovado desde 2015.
O processo regulatório tem o apoio técnico especializado da Organização Marítima Internacional (IMO).
É igualmente realizado em parceria com a Associação Global da Indústria de Petróleo e Gás para o Desempenho Ambiental e Social (IPIECA), enquadrado no projecto Iniciativa Global para a África Ocidental, Central e Austral (GI WACAF).
O uso de dispersantes químicos é uma técnica de resposta a derramamentos de hidrocarbonetos (petróleo e derivados) no mar, projectada para reduzir a tensão superficial do óleo e fragmentar a mancha em gotículas microscópicas.
Essas gotículas dispersam-se na coluna de água, facilitando a degradação natural por microrganismos e impedindo que o óleo atinja áreas costeiras sensíveis.
LN/CP
Inforpress/Fim
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