Mundial de Kitesurf dinamiza economia do Sal e reforça projecção internacional de Ponta Preta (c/vídeo)

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Mundial de Kitesurf dinamiza economia do Sal e reforça projecção internacional de Ponta Preta (c/vídeo)
21/02/26 - 10:33 am

Santa Maria, 21 Fev (Inforpress) – A etapa de Ponta Preta, Santa Maria, ilha do Sal, do Mundial de Kitesurf tem gerado um impacto económico significativo na ilha, afirmou hoje alguns operadores e pessoas ligadas ao evento.

Em declarações à Inforpress, o organizador do evento e também empresário, Djô Silva, sublinhou que a competição internacional tem impulsionado a procura por serviços de alojamento, restauração, transporte e aluguer de viaturas, contribuindo para o aumento do volume de negócios durante o período do campeonato.

“Este evento traz um grande impacto económico. As pessoas estão à procura de apartamentos, de rent-a-car, frequentam restaurantes, bares, lojas alimentares. Desde o momento em que compram o bilhete para vir a Cabo Verde, já estão a injectar recursos na nossa economia”, explicou.

Segundo Djô Silva, o efeito do campeonato vai além da ilha do Sal, estendendo-se a todo o país, uma vez que mobiliza empresas de diferentes áreas, desde operadores turísticos a prestadores de serviços logísticos e de transporte de cargas.

Aquele responsável destacou ainda o ‘feedback’ positivo dos empresários locais, que manifestam satisfação com o aumento da procura e com a possibilidade de preparar antecipadamente a recepção dos visitantes“.

Para além do impacto directo na economia, Djô Silva realçou a promoção internacional do destino Cabo Verde, em especial da praia de Ponta Preta, na ilha do Sal, considerada um dos melhores spots do mundo para a prática da modalidade.

A mesma percepção é partilhada por Verónica Sousa, responsável do restaurante Ponta Preta, que confirmou o aumento do movimento no estabelecimento durante o Mundial.

Segundo afirmou, apesar de esta ser tradicionalmente uma época com algum fluxo de turistas, a realização da competição reforça significativamente a procura.

“Normalmente já é uma altura com movimento, mas com o campeonato é sempre mais. Junta-se o público do evento e isso nota-se no dia-a-dia do restaurante”, explicou.

Verónica Sousa defendeu a continuidade e o reforço deste tipo de iniciativas desportivas na praia de Ponta Preta, considerando que contribuem para dinamizar a economia local e valorizar o potencial da zona.

Por sua vez, Kailony, envolvida no circuito mundial em Ponta Preta, considerou que a prova tem uma importância estratégica para a economia e para o turismo de Cabo Verde.

“É um circuito mundial, por isso é super importante para Cabo Verde. Não traz só atletas, traz toda uma comunidade. Promove as nossas praias, que são um dos nossos maiores patrimónios e que devemos proteger”, afirmou.

Segundo o mesmo, o impacto vai além da promoção turística, contribuindo igualmente para a criação de emprego local e para o envolvimento da juventude nas modalidades náuticas“.

A entrevistada salientou ainda que a organização e preparação do evento representam uma fonte de rendimento para muitas pessoas ligadas directamente à logística e à estrutura da competição, criando novas formas de sustento associadas ao mar.

Kailony defendeu, por outro lado, a expansão de iniciativas semelhantes a outras ilhas, apontando o potencial de São Vicente para acolher competições internacionais, como um eventual Mundial de Big Air em São Pedro.

“Sendo um mundial, teria certamente um impacto muito positivo para a ilha, não só no turismo, mas de forma geral”, considerou.

O artesão Amadou Seck também avaliou de forma positiva a realização do campeonato na praia de Ponta Preta, na ilha do Sal.

“Foi muito bom, foi interessante. Isso fez viver Cabo Verde, fez viver o turismo em Ponta Preta”, afirmou, acrescentando que durante o evento surgem clientes interessados em comprar peças e solicitar serviços.

Segundo o artesão, apesar de o impacto nas vendas variar, o mais importante é o ambiente criado pelo campeonato.

“Às vezes vende-se mais, às vezes não, mas o que é importante é a boa convivência. As pessoas são amigáveis, colaboram muito. Não é só o dinheiro que importa. O dinheiro vem depois”, sublinhou.

A competição termina hoje na Praia de Ponta Preta, depois de uma semana de muita movimentação.

WM/ZS

Inforpress/Fim

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