
Sal Rei, 13 Fev (Inforpress) – A Câmara Municipal da Boa Vista esclareceu hoje que o fumo que afectou a localidade de Povoação Velha resultou de um “incêndio acidental” provocado por terceiros e anunciou como resposta imediata o reforço da vigilância na lixeira.
Em declarações à imprensa, o vereador do Saneamento e Ambiente, Henrique Correia, explicou que o incidente ocorrido esta semana teve origem na queima de documentos confidenciais por parte de uma instituição externa, tendo o fogo alastrado para a área da lixeira municipal.
“Não é nossa prática fazer qualquer tipo de queima. Temos condições na lixeira, maquinaria e camiões que fazem todo o aterro dos resíduos de lixo da Boa Vista”, afirmou o vereador, reagindo às denúncias dos moradores que classificaram a situação como recorrente.
Henrique Correia admitiu, contudo, a necessidade de reforçar a segurança na área da lixeira, revelando que o espaço conta actualmente com apenas três guardas.
“Vamos reforçar a vigilância do perímetro da lixeira para não permitir que futuramente aconteça este tipo de desconforto para a população, especialmente a de Povoação Velha, que é a mais afectada”, prometeu.
Sobre a responsabilidade do ocorrido e possível aplicação de punições previstas na lei, o Henrique Correia adiantou apenas que a Câmara Municipal está a “averiguar os factos” para apurar culpados, com as autoridades competentes, à semelhança do que foi feito num caso anterior encaminhado para as instâncias judiciais.
Como solução “definitiva a médio prazo”, o vereador apontou a implementação do Projecto de Economia Circular, em articulação com o Governo e parceiros internacionais, que prevê a transição da lixeira a céu aberto para um modelo de aterro controlado e centro de tratamento.
“Queremos que o lixo seja visto como um produto que agrega valor. O projecto prevê a recolha diferenciada e tratamentos específicos para resíduos orgânicos, plásticos, vidros e papéis”, detalhou Henrique Correia, prevendo que a apresentação formal de novas medidas ocorra já no próximo dia 20.
A autarquia concluiu apelando às instituições e empresas que, sempre que necessitarem de destruir artigos confidenciais, consultem previamente os serviços de saneamento e bombeiros para garantir o acompanhamento técnico e evitar novos riscos ambientais e de saúde pública.
MGL/HF
Inforpress/Fim
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