
Mindelo, 22 Jan (Inforpress) – O Presidente da República, José Maria Neves, enfatizou as responsabilidades acrescidas da Câmara Municipal de São Vicente após a tempestade Erin, para mobilização de recursos, amparo da população e edificação de uma comunidade mais resiliente.
Numa mensagem endereçada ao presidente da câmara municipal, Augusto Neves, o chefe de Estado associou-se às celebrações de mais um aniversário do município, assinalado hoje.
José Maria Neves sublinhou que a efeméride está sendo vivida num contexto ainda marcado pelas consequências da tempestade Erin, ocorrida a 11 de Agosto de 2025, que provocou perdas humanas e significativos danos materiais em São Vicente, Santo Antão e São Nicolau.
“O contexto actual relembra-nos, de forma eloquente, a relevância e a responsabilidade acrescida do poder local na mobilização célere de recursos, no amparo às populações e na edificação de comunidades mais resilientes”, afirmou o Presidente da República, com destaque para os desafios colocados pelas mudanças climáticas e fenómenos naturais extremos.
Referindo-se especificamente a São Vicente, a mesma fonte considerou que as chuvas “evidenciaram a fragilidade habitacional do município, comprometendo a segurança e a dignidade de muitas famílias”.
Algo, que, sustentou, pede uma resposta estruturada e articulada, “não apenas no imediato, mas também a médio e longo prazos, através de políticas habitacionais mais inclusivas e sustentáveis”.
Na carta, o chefe de Estado sublinhou ainda a importância do diálogo permanente entre a câmara municipal, as autoridades centrais e os parceiros estratégicos para o fortalecimento das autarquias locais.
Esta parceria, “mediante transferência de mais poderes e de mais recursos”, constitui, conforme a mesma fonte, um pilar essencial para o desenvolvimento harmonioso e sustentável dos municípios e das ilhas.
Entretanto, José Maria Neves apontou “com agrado” alguns avanços no acesso a serviços e infraestruturas sociais, nos esforços de requalificação urbana e na retoma das actividades económicas e culturais, com reconhecimento do contributo da diáspora, das empresas e das medidas de política implementadas pela edilidade e pelo Governo.
Mas chamou a atenção para constrangimentos persistentes, como o desemprego, a redução do poder de compra, a precariedade habitacional e a insegurança.
A seu ver apenas com os entendimentos entre os principais actores políticos e a busca do bem comum, São Vicente poderá crescer de forma mais rápida e inclusiva.
Nesse sentido, o Presidente da República insistiu num “djunta-mon” entre o Governo e a autarquia local, envolvendo partidos políticos, sociedade civil e cidadãos, para a mobilização de investimentos públicos e privados em sectores-chave.
“É preciso ousar, inovar e acelerar o passo, visando o crescimento durável da ilha do Monte Cara”, finalizou José Maria Neves, que augurou prosperidade e bem-estar para toda a população.
LN/JMV
Inforpress/Fim
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