Porto Novo: Transformação agroalimentar tem sido cada vez mais aposta das mulheres na promoção do auto emprego

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Porto Novo: Transformação agroalimentar tem sido cada vez mais aposta das mulheres na promoção do auto emprego
18/01/26 - 10:00 am

Porto Novo, 18 Jan (Inforpress) – A transformação agroalimentar tem sido cada vez mais uma aposta das mulheres no município do Porto Novo, em Santo Antão, que recorrem a esse tipo de actividade para, sobretudo, promover o autoemprego.

A Inforpress constatou que em várias localidades do concelho, as mulheres estão a apostar na transformação dos produtos agropecuários, existindo já algumas unidades que produzem os mais variados produtos muito procurados no mercado turístico.

No Planalto Leste, a associação local das mulheres dispõe de uma unidade de transformação que produz doces e licores para o mercado nacional, podendo, no futuro, colocar os produtos também na diáspora, a começar pela França, conforme esta associação.

No Planalto Norte, um grupo de mulheres criou uma unidade de transformação em Chã de Feijoal, com alguns produtos excluivos no mercado, como o licor de leite de cabra, que é muito procurado pelos visitantes.

Trata-se das “mulheres transformadoras do alto das montanhas” do Planalto Norte, que têm marcado presença em várias feiras agropecuárias, graças à qualidade dos seus produtos.  

A Associação das Mulheres de Lagoa da Ribeira das Patas (Amular) está a dar os primeiros passos neste sector, mas a direcção desta associação está a postar na construção da sua sede, que vai receber uma unidade de transformação agroalimentar.

 A presidente da Amular, Milú Pires, explicou que a ideia de criar a unidade de transformação surge da necessidade de gerar empregos para as mulheres dessa localidade, muitas das quais chefes de família.

Ainda na Ribeira das Patas, o centro de transformação do Círio tem apostado também em vários produtos, como néctares, doces, licores e biscoitos, os têm sido colocados nas diferentes ilhas do país.

Em Casa de Meio, foi construído em 2022 um centro de transformação no âmbito da cooperação portuguesa, que emprega um grupo de mulheres que tem estado a produzir vários produtos (doces, mel, licores) para o mercado.

Além disso, este espaço, segundo a porta-voz das mulheres, Otelinda Medina, tem apostado também na gastronomia local, confeccionando cachupa, cuscuz de terra e outros, actividade da qual se consegue tirar algum rendimento.

No Tarrafal de Monte Trigo, existem também algumas iniciativas ligadas à transformação agroalimentar, como é o caso da aldeia “Ti Gusto”, cujos produtos (doces, licores) têm sido exportados para as várias ilhas do arquipélago, sobretudo para o mercado turístico da Boa Vista e do Sal.

Os agricultores porto-novenses veem na transformação agroalimentar uma forma também de driblar o problema de mercado para os produtos agrícolas, que têm estado sujeitos desde 1094 a um embargo devido à praga dos mil pés.

Os produtores agrícolas acreditam que a transformação desses produtos pode ser uma via para contornar o problema do mercado.

JM/CP

Inforpress/Fim 

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