
Calheta, 21 Mar (Inforpress) – A coordenadora da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva de São Miguel apela a mais empatia e respeito pelas diferenças e ao reconhecimento de que o Síndrome de Down é uma condição genética e não uma doença.
Constantina Monteiro falava à Inforpress, à margem de um leque de actividades realizadas hoje, direccionadas a alunos de três turmas do Ensino Básico Obrigatória, da Escola Adelino da Veiga, para assinalar o Dia Internacional da Síndrome de Down.
Segundo esta responsável, estas actividades tiveram como objectivo disseminar informações sobre as pessoas nessa condição, abordando alguns antecedentes históricos, as suas caraterísticas e a importância da valorização e respeito pelas diferenças humanas.
“Hoje, tivemos a oportunidade de promover jogos educativos que estimulam o equilíbrio e a lateralidade, além de oferecer um espaço para que os alunos deixassem mensagens de empatia e respeito. Foi uma ocasião importante para desmistificar preconceitos e reconhecer que cada indivíduo é único, com suas próprias aptidões e talentos”, destacou Monteiro.
Questionada sobre os desafios da EMAEI de São Miguel, a coordenadora ressaltou a necessidade de continuidade nos processos de sensibilização e a importância de uma estrutura sólida que possa oferecer respostas adequadas aos alunos com Síndrome de Down, mencionando em particular, a implementação do Currículo Específico Individual (CEI) como um passo essencial para promover a autonomia e independência dessas pessoas.
“É fundamental que possamos proporcionar oportunidades que desenvolvam habilidades funcionais para a vida, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente”, completou.
Constantina Monteiro finalizou reiterando o apelo à sociedade para que abrace a diversidade com empatia e respeito, reconhecendo a Síndrome de Down como uma característica genética que deve ser celebrada e respeitada, pois não é uma doença.
MC/JMV
Inforpress/Fim
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