Fórum de Investimento/África Lusófona: Harold Tavares e Ethiopis Tafara apelam a parcerias para criação de emprego

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Fórum de Investimento/África Lusófona: Harold Tavares e Ethiopis Tafara apelam a parcerias para criação de emprego
26/10/26 - 02:50 pm

Santa Maria, 26 Out (Inforpress) – O Fórum de Investimento da África Lusófona iniciou-se hoje, no Sal, com apelos ao reforço de parcerias e à mobilização de capital privado para a criação de emprego e transformação económica dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Ao discursar na cerimónia de abertura da 2.ª edição do encontro, promovido pela Corporação Financeira Internacional (IFC) e pelo Grupo Banco Mundial, o director Executivo do Banco Mundial, Harold Tavares, destacou o significado especial do momento, por assinalar a sua última intervenção pública no conselho de administração em representação de 23 países da África Subsariana.

Harold Tavares estruturou a sua mensagem em três eixos prioritários, emprego, capital e escala, advertindo que o maior desafio do continente africano é a criação de postos de trabalho para os milhões de jovens que entram anualmente no mercado.

“O maior activo de África não está no subsolo, nem na geografia. Está nas pessoas”, afirmou, sustentando que os investimentos públicos abrem caminho, mas necessitam de ser acompanhados por capital privado e instrumentos de garantia para mitigar riscos, sobretudo nos mercados mais vulneráveis e pequenos Estados insulares.

Aquele responsável desafiou ainda as instituições financeiras a avançarem com a criação de um centro estratégico conjunto.

Por seu lado, o vice-presidente regional para África da IFC, Ethiopis Tafara, destacou as oportunidades no sector do turismo e o paradoxo do continente africano, que, apesar da riqueza cultural e natural, atrai apenas cerca de 5% dos turistas internacionais mundiais.

“A África possui uma herança extraordinária de história, cultura e beleza natural. Mas ela conta apenas com cerca de 5% dos turistas internacionais. O continente inteiro recebeu cerca de 74 milhões de visitantes em 2024, enquanto cidades como Nova Yorque, Londres e Paris atingem uma média de 60 milhões de turistas anualmente. Essa disparidade é uma oportunidade à espera de ser reclamada”, sublinhou Ethiopis Tafara.

O vice-presidente da IFC lembrou que, nos últimos cinco anos, a instituição investiu cerca de 1,2 mil milhões de dólares nos países africanos de língua portuguesa, reafirmando a intenção de intensificar o apoio à estruturação de projectos, parcerias público-privadas e financiamento ao sector empresarial local.

“Nossa tarefa é construir as pontes entre o que essas economias têm e o que as suas pessoas podem tornar-se. E se fizermos isso bem, essas pontes serão ultimamente medidas em empregos”, concluiu Ethiopis Tafara.

O Fórum reúne representantes governamentais, investidores, instituições financeiras, empresários e parceiros de desenvolvimento dos países africanos de língua oficial portuguesa, com o objectivo de promover o investimento privado, reforçar parcerias económicas e identificar oportunidades de negócio em sectores estratégicos.

O encontro decorrerá nos dias 26 e 27 de Outubro e abordará questões relacionadas com os transportes e logística, agronegócio, financiamento ao investimento, energia, turismo sustentável e conservação ambiental.

NA/ZS

Inforpress/Fim

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