Santiago Norte: Pragas de ratos e macacos comprometem primeira colheita de milho e feijão

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Santiago Norte: Pragas de ratos e macacos comprometem primeira colheita de milho e feijão
21/10/26 - 04:57 pm

Assomada, 21 Out (Inforpress) – Agricultores de Santiago Norte alertaram para os prejuízos causados por ratos e macacos nas plantações de milho e feijão, numa altura em que esperavam iniciar a primeira colheita, após as chuvas que favoreceram o desenvolvimento das culturas.

Ouvidas pela Inforpress, as agricultoras Maria da Purificação Vieira, de Picos Vermelho, no município de São Salvador do Mundo, e Irene Monteiro, dos Engenhos, em Santa Catarina, manifestaram preocupação com os ataques das pragas, que estão a comprometer a produção agrícola em várias localidades da ilha de Santiago.

Segundo as produtoras, depois das incertezas em relação às chuvas e dos investimentos feitos na preparação dos terrenos, na aquisição de sementes e na contratação de mão-de-obra, os agricultores enfrentam agora dificuldades para proteger as culturas dos animais.

As agricultoras explicaram que, em algumas localidades onde a sementeira foi realizada mais cedo, os produtores esperavam já estar a colher milho e feijão, mas os ataques das pragas estão a destruir grande parte da produção e a comprometer as expectativas para esta campanha agrícola.

Entre os animais que mais preocupam os produtores estão os ratos, que, segundo os relatos recolhidos no terreno, atacam as plantações durante o dia e a noite, além dos macacos, que também provocam estragos nas culturas.

Perante esta situação, as agricultoras apelaram à intervenção das autoridades competentes, no sentido de serem encontradas medidas eficazes para combater as pragas e reduzir os prejuízos dos produtores.

Entre as medidas apontadas pelos agricultores está a possibilidade de autorizar o uso responsável de armas para combater principalmente os macacos que destroem as culturas, desde que sejam garantidas as condições de segurança necessárias.

As duas agricultoras consideram que o problema não se limita aos municípios de São Salvador do Mundo e Santa Catarina, mas afecta também produtores de outras localidades da ilha de Santiago, que enfrentam dificuldades para garantir o aproveitamento da produção depois de uma campanha marcada pela expectativa de boas chuvas.

DV/ZS

Inforpress/Fim

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