
Cidade da Praia, 21 Out (Inforpress) - A Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) lançou hoje, na Praia, um protocolo de acção antecipatória à seca, com financiamento de cerca de 26 mil contos para dois anos, visando proteger as comunidades vulneráveis e reduzir perdas humanas.
A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), marca uma mudança na resposta humanitária ao actuar antes do agravamento da crise para proteger meios de subsistência e evitar perdas humanas.
O presidente da CVCV, Arlindo Soares de Carvalho, explicou, em declarações à imprensa, que o protocolo visa preparar as comunidades, as estruturas e os recursos para minimizar as consequências da seca e reduzir o sofrimento das populações.
“Queremos desenvolver um processo de preparação das comunidades, das estruturas, dos nossos recursos”, afirmou, acrescentando que a intervenção antecipada poderá contribuir para evitar perdas de vidas humanas.
O responsável indicou que o projecto se concentra na protecção dos meios de subsistência, na preparação das comunidades e na capacitação do pessoal para responder às situações de crise.
Segundo Arlindo de Carvalho, um estudo prévio identificou como áreas prioritárias para a primeira fase a ilha da Boa Vista, o concelho do Porto Novo (Santo Antão) e municípios da ilha de Santiago, devendo a instituição aportar verbas próprias para expandir a cobertura.
Por sua vez, o responsável de acções climáticas do Cluster de Dakar da FICV, Sadrack Matanda, avançou que o pré-financiamento permite iniciar actividades antes da ocorrência ou do agravamento de uma catástrofe.
Relativamente à selecção dos beneficiários, Sadrack Matanda esclareceu que o processo será realizado com a participação das próprias comunidades, em articulação com a Cruz Vermelha, tendo em conta critérios de vulnerabilidade.
Entre os grupos que poderão ser considerados estão pessoas com deficiência, idosos, famílias isoladas e pessoas com poucos meios de subsistência.
Em ralação ao apoio aos criadores de gado, Sadrack Matanda mencionou a possibilidade de medidas relacionadas com a saúde animal, incluindo tratamentos e vacinação.
O projecto terá a duração de dois anos e procura permitir que a assistência humanitária seja mobilizada antes de os efeitos da seca provocarem perdas mais graves nas comunidades abrangidas.
KF/CP
Inforpress/Fim
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