
Cidade da Praia,20 Out (Inforpress) – O presidente do Movimento para Democracia (MpD) justificou a escolha de Emanuel Barbosa para líder parlamentar com a sua experiência política e parlamentar, afirmando que a eleição de um deputado da diáspora demonstra abertura às comunidades cabo-verdianas no estrangeiro.
Paulo Veiga falava à Inforpress, no âmbito da eleição, hoje, na cidade da Praia, do deputado Emanuel Barbosa como líder do Grupo Parlamentar do MpD, tendo sublinhado que a experiência do parlamentar, tanto no partido como na Assembleia Nacional, pesou na decisão de propor o seu nome para o cargo.
Segundo recordou, o deputado exerceu funções de vice-presidente da Assembleia Nacional e de vice-líder parlamentar, e realçou ainda que Emanuel Barbosa representa a diáspora, concretamente a comunidade cabo-verdiana na Europa.
“Pela primeira vez temos um líder parlamentar que vem eleito da diáspora, mais concretamente da Europa. Isto é um sinal chave da nossa abertura enquanto partido”, afirmou, considerando que a sua escolha está alinhada com o objetivo de reforçar a participação dos cabo-verdianos residentes no estrangeiro na vida política do partido.
Para o líder do MpD (oposição) a intenção é transformar em prática o compromisso de aproximar o partido das comunidades emigradas, criando melhores condições para a sua participação na organização e nas decisões partidárias.
Conforme ressaltou Paulo Veiga, a eleição do novo líder parlamentar contou com a participação de 32 deputados, tendo a proposta sido aprovada por unanimidade pela Comissão Política Nacional e por uma larga maioria dos parlamentares, com oito votos contra e duas abstenções.
O dirigente afirmou respeitar as posições divergentes e defendeu que o novo líder parlamentar deve ouvir os deputados que votaram contra ou se abstiveram, de modo a promover a coesão da bancada.
“Ele tem a árdua tarefa de os ouvir, de perceber de onde vem e como podemos estar todos unidos a representar o povo cabo-verdiano”, declarou.
Na sua perspectiva, a diversidade de opiniões faz parte da democracia interna do partido pelo que defendeu que a unidade deve ser construída através do diálogo e do respeito pelas diferentes posições.
ET/JMV
Inforpress/Fim
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