
Sal Rei, 29 Set (Inforpress) – Um grupo de professores em regime de prestação de serviço, na Boa Vista, denunciou hoje estar há dois meses sem receber salários apontou irregularidades na segurança social, apesar de ter assinado adendas aos contratos.
Segundo os professores, a maioria dos quais deslocados de outras ilhas, a situação surgiu após a renovação dos contratos, tendo os seus nomes constado inicialmente do Boletim Oficial como profissionais que teriam vínculo permanente.
Posteriormente, explicaram, foram obrigados a assinar adendas aos contratos para viabilizar o processamento dos vencimentos a partir de Agosto, mas, passado esse período, continuam sem receber os respectivos salários.
Os docentes afirmam que o atraso está a dificultar o pagamento das rendas de habitação, o sustento das famílias e as despesas com a escolaridade dos filhos, numa ilha onde, segundo dizem, o custo de vida é elevado.
Além dos atrasos salariais, os professores alegam enfrentar problemas relacionados com a segurança social, afirmando que, apesar de serem efectuados directamente descontos mensais que rondam os 15 mil escudos, a situação do seguro junto do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) surge frequentemente como desactivada ou com prestações em falta.
O grupo aponta ainda uma situação de desigualdade face a outros docentes do primeiro ciclo na Boa Vista e a colegas colocados nas ilhas do Sal e de Santiago, que, segundo afirmam, já receberam os respectivos pagamentos, enquanto os professores do segundo ciclo continuam a aguardar.
Quanto ao diálogo institucional, os professores lamentam o que consideram ser falta de abertura por parte da delegação do Ministério da Educação na ilha, acusando a nova responsável de não dar resposta às preocupações apresentadas.
A Inforpress tentou contactar a delegação do Ministério da Educação na Boa Vista para obter esclarecimentos sobre a situação, mas não foi possível estabelecer contacto até ao momento, aguardando-se um pronunciamento oficial.
MGL/JMV
Inforpress/Fim
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