
Assomada, 18 Set (Inforpress) – O delegado da Educação em Santa Catarina, Anildo Tavares, apelou hoje a uma maior mobilização da comunidade para prevenir comportamentos desviantes nas escolas, defendendo o envolvimento das famílias, professores e alunos.
Em declarações à imprensa, no âmbito do arranque do novo ano lectivo, o responsável destacou a importância do envolvimento das famílias, professores, alunos e comunidades na promoção de um ambiente escolar seguro, sobretudo nas zonas rurais e dispersas.
“A escola deve ser um lugar seguro”, afirmou Anildo Tavares, defendendo o diálogo com os jovens, a sensibilização e o acompanhamento dos comportamentos dos estudantes, em articulação com as direcções escolares e as autoridades.
Segundo o delegado da Educação, a prevenção exige um trabalho contínuo e deve começar desde cedo, através de conversas com os jovens e da criação de alternativas positivas que contribuam para o seu desenvolvimento.
Considerou ainda que o envolvimento dos jovens em actividades com objectivos concretos pode contribuir para o seu desenvolvimento e constituir uma alternativa à influência de grupos que favoreçam comportamentos desviantes.
“É incentivo, é mobilizar, é conversar com os jovens, é pôr a questão da segurança em pauta”, explicou, realçando a necessidade de uma intervenção que não se limite à reacção perante ocorrências, mas aposte sobretudo na prevenção.
Quanto aos preparativos para o arranque das aulas, previsto para segunda-feira, Anildo Tavares informou que as infra-estruturas escolares estão, de modo geral, preparadas, embora algumas salas apresentem infiltrações e necessitem de intervenções.
Relativamente ao transporte escolar, garantiu a continuidade do serviço destinado aos alunos das comunidades mais afastadas, incluindo os que frequentam o ensino secundário e a Escola Técnica Grão-Duque Henri.
Na área da alimentação escolar, avançou que a distribuição de géneros alimentícios já está em curso, com os armazéns abastecidos e a distribuição de gás também a decorrer, permitindo assegurar a preparação de refeições quentes desde os primeiros dias de aulas.
No domínio da educação inclusiva, o delegado destacou a existência de professores com formação específica e equipas de apoio, incluindo o acompanhamento individualizado de crianças com autismo.
Considerou que a presença de professores acompanhantes constitui um ganho, por permitir responder às necessidades específicas dos alunos e facilitar o trabalho dos restantes docentes na sala de aula, embora tenha reconhecido que a inclusão exige mais formação e sensibilização dos professores.
Em termos de organização da rede escolar, Santa Catarina conta com sete agrupamentos escolares, uma escola não agrupada, a Escola Técnica Grão-Duque Henri, e 43 escolas básicas.
Anildo Tavares defendeu, por outro lado, que os resultados educativos devem ser avaliados não apenas pelas notas, mas também pelas atitudes, pelo comportamento e pelo envolvimento dos alunos na aprendizagem, apelando ao compromisso permanente de toda a comunidade educativa.
MC/JMV
Inforpress/Fim
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