Portugal: Associação Nasce e Renasce pede reforço da cooperação para apoiar comunidade cabo-verdiana

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Portugal: Associação Nasce e Renasce pede reforço da cooperação para apoiar comunidade cabo-verdiana
17/09/26 - 10:00 am

Lisboa, 17 Set (Inforpress) – A presidente da Associação Nasce e Renasce, Eunice Correia, defendeu o reforço da cooperação entre associações, instituições públicas e a Embaixada de Cabo Verde em Portugal para melhorar as respostas às necessidades da comunidade cabo-verdiana em Portugal.

Esta posição foi manifestada na quarta-feira, 16, durante a visita do ministro da Justiça e ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Assuntos Parlamentares e Comunicação Social, Clóvis Silva, àquela associação juvenil, em Lisboa (Portugal), acompanhado por Elisângela Carvalho, da Embaixada de Cabo Verde em Portugal.

Segundo Eunice Correia, o encontro permitiu apresentar o trabalho desenvolvido pela associação desde 2008, nomeadamente o apoio prestado às famílias em situação de vulnerabilidade, mulheres, crianças, idosos, migrantes e à comunidade cabo-verdiana, bem como as dificuldades encontradas no apoio aos cidadãos.

De entre os temas abordados esteve o trabalho do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), nomeadamente as dificuldades relacionadas com documentação, regularização e integração em Portugal.

A responsável destacou ainda a situação dos estudantes cabo-verdianos e dos cidadãos transferidos de Cabo Verde para tratamento médico, áreas nas quais a associação tem procurado prestar apoio, orientação e encaminhamento junto das instituições e parceiros.

“A associação procura ser uma ponte entre as pessoas e as instituições. Não queremos substituir os serviços públicos. Queremos colaborar com eles”, afirmou.

A prevenção da violência envolvendo alguns jovens cabo-verdianos foi igualmente discutida, tendo defendido uma abordagem preventiva, sem generalizar comportamentos a toda a juventude cabo-verdiana.

É que, segundo ela, para a Associação Nasce e Renasce, é fundamental trabalhar preventivamente, aproximando os jovens das instituições e criando oportunidades e espaços onde possam ser ouvidos e acompanhados.

A situação dos cidadãos cabo-verdianos reclusos, ex-reclusos em Portugal, incluindo pessoas que cumprem medidas de vigilância electrónica constituiu outro dos assuntos apresentados ao ministro.

A este propósito, a associação propôs que representantes da Embaixada de Cabo Verde possam visitar regularmente os cidadãos cabo-verdianos nas unidades prisionais, pelo menos uma vez por mês, criando um espaço de proximidade, escuta, orientação e encaminhamento.

Eunice Correia manifestou vontade de transformar a visita num processo de trabalho com resultados concretos, através do reforço da cooperação institucional e da criação de respostas para as diferentes comunidades acompanhadas pela organização que dirige.

“Hoje abrimos as portas da nossa associação para mostrar aquilo que fazemos, mas, acima de tudo, queremos abrir uma porta para o futuro: uma porta para uma maior cooperação, para respostas mais rápidas e para apoiar quem chega, quem precisa e quem muitas vezes não sabe a quem recorrer”, finalizou Eunice Correia.

FM/AA

Inforpress/Fim

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