
Calheta, São Miguel, 02 Set (Inforpress) – O candidato à presidência do MpD Herménio Fernandes reafirmou, na última semana de campanha, o compromisso de rever os Estatutos e devolver maior poder aos militantes, incluindo na escolha dos candidatos autárquicos de 2028.
A quatro dias das eleições para a presidência do Movimento para a Democracia (MpD), marcadas para 06 de Setembro, Herménio Fernandes, através de uma nota enviada à imprensa, dirigiu uma mensagem aos militantes, na qual reafirma as principais propostas da sua candidatura e apela à mobilização nesta recta final.
Após semanas de campanha e de contactos com militantes, dirigentes, autarcas, jovens e mulheres em diferentes ilhas, concelhos e comunidades da diáspora, o candidato considera que o escrutínio de domingo representa uma “decisão que vai além da escolha do próximo presidente do partido”.
Para Herménio Fernandes, está em causa a definição do MpD que os militantes querem construir nos próximos anos, defendendo uma organização “unida, forte e preparada para voltar a vencer”, com maior participação das estruturas locais nas decisões.
A candidatura tem como uma das suas principais bandeiras a devolução de “Voz, Iniciativa e Poder” aos militantes e às estruturas, proposta que, segundo o candidato, deve ser acompanhada por mudanças nas regras internas do partido.
Neste sentido, compromete-se a promover a revisão dos Estatutos do MpD e a realizar uma Convenção Estatutária até Junho de 2027.
Uma das alterações que considera fundamental é a forma de escolha dos candidatos às eleições autárquicas de 2028, defendendo que estes sejam escolhidos por voto directo dos militantes em todos os concelhos, “sem excepções e sem imposições da Direcção Nacional”.
A proposta, segundo Herménio Fernandes, pretende garantir que a participação dos militantes não fique dependente da vontade de quem estiver na liderança do partido em cada momento.
“Não vos peço que acreditem apenas na promessa de que vou ouvir mais. Quero mudar as regras para garantir que os militantes sejam ouvidos, independentemente de quem seja presidente do partido. As lideranças passam. O MpD fica”, afirmou.
O candidato rejeita, entretanto, que a sua candidatura represente uma facção ou uma ruptura com a história do MpD, manifestando orgulho no percurso do partido e no seu contributo para Cabo Verde.
Considera, contudo, que após duas derrotas eleitorais consecutivas é necessário reconhecer os erros, promover mudanças e preparar o partido para as eleições autárquicas de 2028 e para a construção de uma alternativa política com vista a 2031.
“Não me candidato para gerir uma transição. Candidato-me para liderar uma transformação”, sublinhou.
Na recta final da campanha, Herménio Fernandes pede aos apoiantes que reforcem o contacto com os militantes, procurem os que se afastaram, conversem com os indecisos e apresentem as propostas da candidatura, respeitando as restantes candidaturas.
A mensagem termina com um apelo directo à participação: “Uma semana para mobilizar. Uma semana para unir. Uma semana para decidir”.
“Se merecer a vossa confiança, serei presidente de todos os militantes do MpD, independentemente da candidatura em que votaram. Se o resultado for outro, respeitá-lo-ei e continuarei a servir este partido com a mesma dedicação de sempre. Porque nenhum de nós é maior que o MpD.”
Herménio Fernandes concorre à liderança do MpD com o antigo ministro do Mar, Paulo Veiga, e o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Luís Filipe Tavares.
MC/CP
Inforpress/Fim
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