
Ribeira Brava, 14 Ago (Inforpress) – Os preços mundiais de exportação de trigo e milho registaram uma tendência de baixa na semana de 05 a 11 de Agosto, enquanto os do arroz, óleo de soja e açúcar mantiveram uma tendência de alta.
Segundo o INFO Semanal Nº 31/2026, do Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os preços internacionais do trigo recuaram face à semana anterior, com destaque para a Rússia, onde a desvalorização do rublo e o aumento das taxas de frete contribuíram para a redução das cotações de exportação.
Na União Europeia, a fraca procura internacional pressionou igualmente os preços, apesar das interrupções no Mar Negro.
Na Argentina, as cotações mantiveram-se estáveis, embora o excesso de humidade no solo, sobretudo nas regiões do sul, tenha continuado a dificultar as fases finais do plantio da safra 2026/27.
No mercado do arroz, os preços mundiais de exportação registaram uma tendência de alta.
Na Tailândia, a restrição da oferta contribuiu para a subida das cotações, enquanto no Vietname o aumento da procura, incluindo por parte da Malásia e de compradores africanos, impulsionou os preços.
O óleo de soja também manteve a trajetória de valorização observada na semana anterior. Na Argentina, as cotações aumentaram cerca de 1,2% em relação à semana precedente, enquanto no Brasil a subida foi de aproximadamente 0,6%.
Quanto ao açúcar, os preços mundiais de exportação continuaram em alta, num contexto marcado por preocupações com a oferta.
No Brasil, a produção na região Centro-Sul caiu 5,7% na primeira quinzena de julho, para 3,19 milhões de toneladas, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Na Índia, a redução da oferta e o aumento da procura contribuíram igualmente para a subida dos preços, prevendo-se que os stocks de açúcar atinjam o nível mais baixo em mais de 30 anos no início da nova safra.
Relativamente ao milho, os preços mundiais de exportação mantiveram a tendência de baixa da semana anterior.
Nos Estados Unidos, as previsões de condições meteorológicas favoráveis aos trabalhos agrícolas no Centro-Oeste pressionaram as cotações para baixo, embora a boa procura tenha limitado a queda.
Na Argentina, as cotações de exportação recuaram cerca de 1%, enquanto no Brasil a CONAB reportou a conclusão da primeira safra de 2025/26 e indicou que a colheita da segunda safra, conhecida como “safrinha”, tinha atingido 78%.
O boletim assinala ainda que as cotações mundiais do frete marítimo mantiveram uma tendência mista durante a semana em análise.
WM/JMV
Inforpress/Fim
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