
Porto Novo, 08 Ago (Inforpress) – A falta de mão de obra continua a condicionar a actividade agrícola nos principais vales agrícolas do município do Porto Novo, na ilha de Santo Antão, informaram hoje as associações de agricultores.
Na Ribeira dos Bodes, a associação dos agricultores avançou à Inforpress que a escassez de mão de obra está a ser uma preocupação para a classe, que exortou “as autoridades competentes” para empreender políticas que fixem os jovens nas zonas rurais.
Na Ribeira das Patas, a força de trabalho para a agricultura tem diminuído nos últimos anos com o êxodo dos jovens em direcção a outras ilhas à procura de melhores oportunidades, informou a associação para o desenvolvimento integrado desta localidade.
Esta associação avançou que a saída dos jovens está a ter reflexos negativos na actividade agrícola, para a inquietação dos agricultores.
Da mesma forma, em Alto Mia, a associação local dos agricultores explicou à Inforpress que a escassez de mão de obra constitui nesta altura “o principal desafio” do sector agrícola neste vale.
Na Ribeira da Cruz, a aliança dos produtores agrícolas avisou que esta zona está a ficar sem trabalhadores para agricultura com saída dos jovens para a emigração, estudos e para o serviço militar.
Esta aliança de produtores agrícolas defendeu medidas para manter os jovens nas zonas rurais, as quais “estão a ficar sem a força do trabalho”.
Segundo esta organização, que reúne associações de agricultores dos três municípios de Santo Antão, as zonas rurais estão a perder população jovem que, por falta de oportunidades, preferem sair das suas localidades para as ilhas como Boa Vista e Sal.
No Tarrafal de Monte Trigo, a necessidade trabalhadora é igualmente uma preocupação, sentida sobretudo na altura de safra de cana sacarina, informaram os produtores.
A falta de mão de obra afecta outros sectores da economia, segundo a edil do Porto Novo, Elisa Pinheiro, que se referiu, por exemplo, à construção civil.
A autarca lamentou que, nesta altura, existam muitos projectos por arrancar devido à carência de trabalhadores.
O turismo é outra actividade afectada, segundo os operadores.
JM/JMV
Inforpress/Fim
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