
Cidade da Praia, 08 Ago (Inforpress) – O padre Firmino Cachada regressou hoje a São Domingos, onde viveu sete anos, e reencontrou antigos jovens que ajudou a formar no escutismo, numa ligação iniciada há mais de 50 anos.
Em declarações à Inforpress, o sacerdote manifestou-se emocionado por constatar que o trabalho desenvolvido junto da juventude continua a produzir frutos, considerando o reencontro um dos capítulos mais importantes da sua relação com o município.
Padre Firmino Cachada foi um dos fundadores do escutismo em São Domingos, em 1973, tendo desenvolvido com os jovens diversas iniciativas de carácter social, cultural e religioso que marcaram várias gerações do concelho.
“Quase nem sei dizer qual é o sentimento”, confessou o sacerdote, ao falar do reencontro com os fiéis.
Para o missionário, o regresso não representa apenas uma viagem ao passado, mas permite reviver experiências e acompanhar os frutos de um trabalho iniciado há mais de cinco décadas.
“Há mais de 50 anos que eu iniciei aqui, portanto, em 1973, e ver como isto foi uma semente que produziu tanto fruto, uma semente que não morreu, mas produziu muito fruto”, recordou.
A estada em Cabo Verde inclui ainda o lançamento da obra “Cabo Verde, Terra di Meu”, previsto para 13 de Agosto, em São Domingos.
O livro reúne uma coletânea de músicas do poeta e compositor cabo-verdiano Ano Nobo, constituindo, segundo o sacerdote, um contributo para a valorização, preservação e divulgação do património cultural de Cabo Verde.
De acordo com padre Firmino Cachada, a obra integra actualmente os acervos da Biblioteca do Senado dos Estados Unidos, da Biblioteca da Assembleia da República de Portugal e da Biblioteca da Assembleia Nacional de Cabo Verde, tendo também sido citada em trabalhos académicos.
Actualmente em missão na Prelazia de Tefé, no Estado do Amazonas, Brasil, o sacerdote continua a promover a cultura cabo-verdiana.
Questionado sobre a mensagem que deixaria à juventude cabo-verdiana, padre Firmino apelou à união e à valorização da música e da poesia.
“Sejam unidos, olhem o mundo à vossa volta, com música e com poesia, e vão ver que o mundo é diferente”, conclui.
OS/JMV
Inforpress/Fim
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