
São Filipe, 12 Jul (Inforpress) – A cidade de São Filipe eternizou o contributo da sua diáspora com a inauguração do Monumento em Homenagem ao Emigrante e a atribuição do nome oficial de "Rotunda do Emigrante" à placa central que dá acesso ao aeródromo local.
A cerimónia, integrada no quadro das comemorações do 104.º aniversário de elevação de São Filipe à categoria de cidade, foi copresidida pelo edil Nuias Silva, que classificou a obra como um justo e merecido reconhecimento público pelo “contributo inestimável" dos emigrantes no desenvolvimento socioeconómico do município, da ilha do Fogo e de Cabo Verde.
O autarca aproveitou o momento solene para agradecer a toda a comunidade residente no exterior pelo "carinho, amizade, dedicação e empenho" demonstrados ao longo dos anos.
Segundo adiantou, a nova infra-estrutura artística funciona não só como um símbolo de gratidão, mas também como um forte convite para que a diáspora continue a apostar e a investir na sua terra natal.
"Queremos que continuem a acumular conhecimento, experiência e capital financeiro e que tragam esse potencial para São Filipe e para a ilha do Fogo, porque esta terra está prenhe de oportunidades", afirmou Nuias Silva.
A obra, concebida e executada na totalidade por artistas locais com um investimento inferior a dois mil contos, possui uma leitura tridimensional e representa os dois momentos mais marcantes da vida de um emigrante: a partida e o regresso.
Dependendo do ângulo de observação, o monumento simboliza tanto a despedida da família como a alegria do reencontro.
Paralelamente, o presidente da câmara sublinhou que este acto assinala o ponto de partida para o projecto “+Beltches CultuArte”, que visa transformar as zonas de Lém de Cima e Beltches num polo de referência turística, cultural e social, recorrendo à requalificação urbana e à valorização da própria comunidade local.
No âmbito desta homenagem, Nuias Silva anunciou que a rotunda onde se encontra implantado o monumento passa a designar-se Rotunda do Emigrante, integrando uma estratégia mais ampla de valorização da diáspora.
Esse plano contempla ainda a construção de um Museu da Diáspora, a ser desenvolvido em parceria com o Ministério da Cultura, para preservar e valorizar a história e o contributo dos cabo-verdianos residentes no exterior.
Na ocasião, Nuias Silva reiterou a total abertura da edilidade para colaborar estrategicamente com o Governo central, nomeadamente na promoção dos sectores da agricultura e da pecuária, reivindicando novos investimentos na mobilização de recursos hídricos para tornar a ilha do Fogo cada vez mais produtiva.
JR/CP
Inforpress/Fim
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