
Cidade da Praia, 07 Jul (Inforpess) – A investigadora e escritora Neusa Correia Lopes considera que os cabo-verdianos em todos os quadrantes deveriam tomar como inspiração, o feito conseguido pela selecção nacional de futebol na copa do mundo, para assumirem o desenvolvimento do país.
Conforme afiançou a entrevistada da Inforpress, o trabalho de equipa estribado na disciplina, é o método que deveria ser cultivado no seio da sociedade cabo-verdiano, como uma metodologia para se atingir o sucesso, em qualquer área ou sector.
Sublinhou que o país pode conseguir vários êxitos e dar um salto qualitativo daqui para frente, bastando para tal a implementação de uma politica e estratégia com foco no resultado.
A investigadora destacou, por outro lado, que a imagem do povo cabo-verdiano ficou vincada em cada partida disputada pelos “bravos atletas” que representaram o país durante a prova, o que tem contribuído para uma imagem positiva do povo cabo-verdiano, que tem na resiliência e morabeza a sua maior força, não obstante as dificuldades enfrentadas.
Deste modo, assegurou que a participação de Cabo Verde na copa do mundo está a despertar curiosidade e interesse de povos de outras nações, em conhecer estes “dez grãozinhos de terra”.
Na sua opinião, isso pode incrementar ainda mais o volume de visitas por parte de turistas de vários continentes, pelo que defendeu ser um imperativo preservar a dignidade, respeito e integridade moral dos cabo-verdianos, como um povo ilhéu, mas como espirito universal.
“O Vozinha tornou-se num dos guarda-redes mais famosos do mundo por estes dias, agarrava os remates do Messi com garras e com a certeza de que ele ia vencer, e venceu mesmo. Venceu sem números, mas com dignidade e orgulho”, realçou, destacando que “fizeram Cabo Verde grande”.
Neusa Correia Lopes notou que a sua paixão pelo futebol veio desde infância, quando era levada pelo pai para assistir os treinos da equipa dos Travadores da Praia, por ser filha de Artur da Conceição Lopes, que foi treinador dos “Índios da capital” na década de 70, por isso, vê uma nova oportunidade a surgir no desporto das ilhas, no entanto volta a sublinhar que é preciso investir na formação dos atletas com escolas ou academias organizadas.
“O orgulho cabo-verdiano, a humildade de Vozinha, mostrou a Messi enquanto agarrava os seus remates, bem como à Argentina que empatia, orgulho e a resiliência do nosso povo, está acima de tudo”.
A mesma fonte destacou o papel do treinador ‘Bubista’ que, conforme defendeu, tem vindo a demonstrar que é um treinador “fora de série”, sempre presente com todos os seus jogadores em mente, reflectindo os seus esforços e valores.
“Isto demonstra identidade, dignidade e orgulho de ser cabo-verdiano, aliás em todas as entrevistas, ele lembrava o percurso do povo das ilhas, que foi sempre de resiliência”, notou.
Lembrou, por outro lado, a necessidade também de se apostar fortemente na educação, como ferramenta indispensável para elevar o nível de desenvolvimento humano, social e económico do país, que já deu provas de ter homens capazes, mas que precisam de oportunidades para brilhar em qualquer área, tanto desportivo, cultural e do saber.
WN/ZS
Inforpress/Fim
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