
Mindelo, 31 Dez (Inforpress) – Os são-vicentinos abordados pela Inforpress querem mudanças estruturais no país no ano vindouro, especialmente em sectores como saúde, educação e desporto, mas também uma mudança de mentalidade da população, que precisa ser mais activa.
Quando faltam poucas horas para terminar 2025 e se dar as boas-vindas à 2026, José Manuel de Almeida, 62 anos, tem como principal voto uma melhoria no sistema de saúde e que a ilha de São Vicente e o país em geral prosperem no acesso universal a esse bem de primeira necessidade.
Esta também é uma das preocupações de Jorge Lekrajmaal, 64 anos, que espera que as autoridades competentes trabalhem neste sentido, tanto na saúde, como no emprego.
Sectores que, acredita, andam de mãos dadas.
“Que seja um ano melhor, que haja mais trabalho, que é o que nos permite viver, e que Governo faça por isso”, sustentou a mesma fonte, que disse ser preciso que a população coopere também e faça a sua parte.
Sandra Gonçalves, 53 anos, também colocou o foco no colectivo, que “precisa mudar de mentalidade para haver uma população mais activa”.
“Não esperar sempre pela câmara ou pelo Governo, mas temos de ir à luta, porque 2026 é um ano que pede acção. Precisamos dar o primeiro passo para que as coisas aconteçam”, aconselhou.
Esta mudança de mentalidade, conforme Sandra Gonçalves, passa pela educação, que “é a base de um país e com um trabalho feito nas crianças”, advertiu a terapeuta ocupacional, que quer apresentar às autoridades competentes um projecto nesse sentido.
Na mesma linha, Larissa Livramento, 36 anos, exortou a uma atitude “mais madura e consciente do povo”.
“Temos de deixar de ser nada a ver, começar a prestar atenção ao que está a passar à nossa volta e ter mais atitude”, sublinhou a jovem, para quem é preciso mais responsabilidade da parte dos cabo-verdianos.
“A mudança tem de começar em nós para haver mudanças na vida, temos de começar a tomar consciência e responsabilidade”, completou.
Urania Graça, 51 anos, também quer mudanças “em muita coisa”, a começar por atitudes na própria Câmara Municipal de São Vicente, onde disse haver “muito comodismo”.
“São Vicente precisa de mais cuidado, mais respeito pelo seu povo e que sejam dadas satisfações”, ressaltou a mesma fonte, que disse ser apartidária, mas quer “uma mexida profunda” na edilidade mindelense.
David Monteiro, 43 anos, também apontou os seus votos de novos horizontes também para São Vicente, ilha que, a seu ver, "teve muitas fragilidades descamufladas” depois da passagem da tempestade Erin, a 11 de Agosto.
“Fragilidades no saneamento, maior organização em termos habitacionais, arquitectura, engenharia e muito mais”, destacou David Monteiro, com ideia de ser preciso prestar atenção a pormenores.
Por outro lado, tanto a nível local, como a nível nacional, elegeu o desporto, área a que está mais ligado, como um dos sectores necessitados de mais investimento.
“Tanto do Governo, mas também individualmente. É preciso investir para que as pessoas levem mais a sério, porque em todas as modalidades somos capazes. Temos de eleger objectivos individuais para que colectivamente tenhamos resultados melhores”, finalizou.
LN/AA
Inforpress/Fim
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