Activista defende desporto como aliado na prevenção do consumo de drogas entre jovens em Cabo Verde

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Activista defende desporto como aliado na prevenção do consumo de drogas entre jovens em Cabo Verde
01/08/26 - 06:11 pm

idade da Praia, 01 Ago (Inforpress) - O activista social António Horta defendeu hoje, na Praia, o desporto como instrumento de prevenção do consumo de drogas e alertou para a necessidade de estratégias nacionais que envolvam diferentes sectores da sociedade.

A posição foi manifestada em entrevista à Inforpress à margem do Torneio de Basquetebol 3x3 “Diga Não às Drogas”, iniciativa que reuniu jovens na Placa de Kebra Canela e associou a competição desportiva a uma campanha de sensibilização contra o consumo de substâncias psicoactivas.

Para António Horta, a prática desportiva representa um caminho de promoção da saúde, da inclusão social e da adopção de estilos de vida saudáveis, em contraste com os riscos associados ao consumo de drogas.

Segundo o activista, a principal mensagem da iniciativa consiste em evitar o primeiro contacto com substâncias psicoactivas, por entender que essa decisão reduz significativamente o risco de dependência e das consequências sociais e familiares que dela podem resultar.

“Se não houver o primeiro contacto, não haverá o segundo nem o terceiro”, frisou, ao defender uma abordagem pedagógica junto da juventude.

Na sua óptica, o consumo de drogas constitui actualmente um problema nacional, cuja resposta exige uma intervenção articulada entre diferentes ministérios e instituições públicas, bem como políticas consistentes de prevenção.

António Horta chamou ainda a atenção para o aumento do tráfico de droga referido pelas autoridades judiciais, situação que, no seu entender, reforça a necessidade de o combate ao fenómeno assumir carácter prioritário na agenda do país.

Sustentou igualmente que o perfil dos consumidores sofreu alterações nos últimos anos e já não se limita às pessoas em situação de maior vulnerabilidade económica, razão pela qual percebe ser necessário aprofundar os estudos sobre os factores que levam crianças, adolescentes e adultos a experimentar drogas.

Com base na experiência que diz possuir, indicou que há casos de primeiro contacto com substâncias psicoactivas em idades muito precoces, chegando, por vezes, aos sete ou dez anos.

Horta advertiu ainda para os impactos económicos e sociais da toxicodependência, desde os custos com tratamentos e reabilitação até aos prejuízos para sectores como a economia e o turismo.

Ao seu ver, Cabo Verde deve promover um fórum nacional dedicado à prevenção e ao combate às drogas, capaz de reunir especialistas e instituições para definir novas estratégias e reforçar a protecção da sociedade, sobretudo das camadas mais jovens.

KF/AA

Inforpress/Fim 

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