
Cidade da Praia, 28 Jan (Inforpress) – A Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria de Cabo Verde (Acolp) manifestou “profunda preocupação” com os acontecimentos na Guiné-Bissau, e apelou ao restabelecimento da ordem constitucional e libertação dos presos políticos.
Em comunicado, o presidente da ACOLP, enquanto “associação depositária da memória viva” da luta comum dos povos da Guiné e de Cabo Verde pela independência, manifestou indignado perante a persistente subversão da ordem constitucional na Guiné-Bissau, iniciada com o golpe de Estado em Novembro de 2025.
“Os Combatentes da Liberdade da Pátria de Cabo Verde acompanham com profunda preocupação os acontecimentos, em particular a prisão arbitrária do líder da oposição Domingos Simões Pereira, bem como os outros dirigentes políticos e cidadãos privados de liberdade por razões estritamente políticas”, frisou.
Estes actos, segundo a ACOLP, atentam contra a dignidade humana e constituem uma violação grave dos princípios fundamentais do Estado de Direito e da Constituição da Guiné-Bissau.
Os combatentes da Liberdade da Pátria rejeitam, “com veemência”, que Guiné-Bissau seja novamente mergulhada num “ciclo de arbitrariedade, medo e violência política” e consideram que os acontecimentos no país constituem uma traição aos ideais de Amílcar Cabral e aos valores da liberdade, justiça, dignidade e respeito pela vontade dos povos, que nortearam a luta de libertação nacional.
Os Combatentes da Liberdade da Pátria, através da ACOLP exprimem solidariedade total com o povo guineense, e apelam a libertação imediata e incondicional de Domingos Simões Pereira e de todos os presos políticos, o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais.
Pedem ainda, o restabelecimento urgente da ordem constitucional e democrática na Guiné-Bissau, incluindo o respeito pelos resultados eleitorais e pelo funcionamento normal das instituições da República.
Insta as autoridades nacionais a desenvolver esforços continuados para o restabelecimento da ordem constitucional, e a comunidade internacional em particular a CEDEAO, União Africana, CPLP e às Nações Unidas para que actuem de forma firme, coerente, e evitar um novo ciclo de instabilidade e sofrimento para o povo guineense.
Para a ACOLP, defender a liberdade e a democracia na Guiné-Bissau é honrar a memória dos que como Cabral deram vida a liberdade.
ET/CP
Inforpress/Fim
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