
Cidade da Praia, 23 Jun (Inforpress) – A presidente da Academia de Artes Cesária Évora, Lígia Timas, afirmou hoje que o Recital Final do Ano Lectivo constitui um momento de partilha dos resultados da formação e de contacto dos alunos com o palco e o público.
Em declarações à Inforpress, esta responsável explicou que a iniciativa, prevista para quinta-feira 25, tem sobretudo um carácter pedagógico, permitindo aos estudantes demonstrarem as competências adquiridas ao longo do ano lectivo, iniciado entre Setembro e Outubro.
“O recital comunica o resultado do nosso trabalho durante o ano lectivo e permite aos alunos terem experiência de palco, contacto com o público e partilha com os colegas”, sublinhou Lígia Timas.
Segundo a presidente, o público pode esperar uma noite marcada por “muita música, alegria e aprendizagem”, num espectáculo que reúne alunos de diferentes idades e modalidades artísticas.
A Academia de Artes Cesária Évora conta, neste ano lectivo, com 168 alunos, distribuídos pelas áreas de guitarra tradicional e iniciação à guitarra, cordas, incluindo violoncelo, violino, contrabaixo e viola, piano, bateria e teatro.
Lígia Timas destacou que a instituição trabalha essencialmente com a música cabo-verdiana, tradicional e popular, procurando aproximar as novas gerações de géneros como a morna e a coladeira, sem deixar de incluir repertórios tradicionais de outros países.
Para a responsável, o recital representa também uma oportunidade de valorização dos jovens talentos e de preservação da identidade musical cabo-verdiana, através da prática e transmissão dos repertórios nacionais.
Sobre o legado da patrona da instituição, Cesária Évora, afirmou que a cantora continua a inspirar a missão da academia, sobretudo na sensibilização dos alunos para a importância dos músicos, compositores e intérpretes que projectaram Cabo Verde no mundo.
“Cesária foi quem primeiro abriu a porta”, realçou, acrescentando que a academia promove anualmente actividades em sua homenagem, particularmente no mês de Dezembro, data associada ao falecimento da intérprete.
Lígia Timas reconheceu, entretanto, que a falta de autonomia administrativa e financeira continua a limitar a expansão das actividades da academia, nomeadamente no recrutamento, certificação de alunos, estabelecimento de parcerias, financiamento e intercâmbios.
A presidente apelou ainda à presença do público no recital, considerando que o apoio aos estudantes é importante para incentivar a continuidade da formação artística, que exige dedicação, conciliação entre os estudos regulares e a academia, bem como participação em ensaios e actividades práticas.
CM/AA
Inforpress/Fim
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